Buscar
  • J. POVO- MARÍLIA

IPREMM: Após aprovação de mais um parcelamento de dívidas, Câmara foca na reforma administrativa


Os vereadores aprovaram por unanimidade na sessão camarária desta segunda-feira (22), o Projeto de Lei que autorizou o parcelamento de dívidas da Prefeitura com o Instituto de Previdência do Município de Marília (Ipremm). As discussões foram centralizadas em um único foco: a necessidade urgente de uma reforma administrativa no funcionalismo público municipal, vinculada a um novo sistema de previdência, o qual será implementado já em candidatos aprovados em concurso do magistério que vem sendo realizado pela Prefeitura. As provas, pelo sistema Vunesp, foram realizadas neste domingo (21). "Caso contrário o Ipremm se tornará uma tragédia", resumiu o vereador Marcos Custódio (Podemos).

A propalada reforma administrativa está sendo formatada pelo secretário municipal da Administração, coronel reformado da PM, Marcos Boldrin. Mas, ainda que nos bastidores, políticos evitam o assunto, já que no bojo do projeto estão medidas nada simpáticas, como provável aumento da alíquota de contribuição previdenciária. "Remédio amargo", limita-se a comentar o prefeito Daniel Alonso (PSDB), sobre a questão. Ele já declarou em alto e bom som que o Ipremm é "o maior abacaxi" de sua gestão.

360 PARCELAS

Os débitos são de abril a dezembro do ano passado (incluindo o 13° salário). A proposta é ´parcelar a dívida em até 360 parcelas, corrigidas e pelo INPC e tendo como garantia repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que a Prefeitura recebe do Governo Federal.

A Prefeitura justifica a necessidade de parcelamento porque "o Município em enfrentando dificuldades de ordem financeira especialmente no que tange aos repasses ao Ipremm, sendo que tal situação foi herdada de gestões anteriores que tratam o Instituto de Previdência com descaso e absoluta falta de responsabilidade, trazendo assim um cenário caótico no que tange à previdência dos servidores municipais".

A Prefeitura justifica ainda a queda de arrecadação de receitas com a crise provocada pela pandemia do coronavírus, frustração na venda de diversos imóveis públicos através de leilões (cujos valores devem ser repassados ao Ipremm) e queda de repasses pelos Governos Federal e Estadual ao Município. O valor da dívida que poderá ser parcelada é de R$ 27.298.304,29.


93 visualizações0 comentário