Buscar
  • J. POVO- MARÍLIA

"Irresponsável", "calça apertada, engomadinho, mentiroso"...Vereadores discutem sobre novo prédio

Atualizado: Fev 23


O lançamento da licitação para construção de um novo prédio para a Câmara de Marília foi motivo de acaloradas discussões e tijoladas na sessão da Casa nesta segunda-feira (22). O vereador Júnior Féfin (PSL), por exemplo, disse na tribuna que é contra a medida, justificando "a voz das ruas". Criticou veementemente a intenção do presidente do Legislativo, Marcos Rezende (PSD), apontando "irresponsabilidade".

Ao se manifestar, em seguida, Rezende metralhou o agente federal Féfin. Começou falando que considerava "chula, tosca e pequena" a fala na tribuna. Citou os "escorpiões que querem jogar para a torcida". Rechaçou termos como "irresponsabilidade" na intenção de construir um novo prédio para a Câmara. "Não seríamos irresponsáveis. Afirmação leviana essa. Tamanha insanidade", considerou.

"Eu jamais cometeria uma insanidade dessa para prejudicar o meu povo, a minha gente". Comparou o projeto de construção do novo prédio da Câmara ao sistema "Minha Casa, Minha Vida" do Governo Federal. Exemplificou o núcleo Maracá. "O mutuário começa pagando R$ 26 mil e quando terminar a casa valerá quase R$ 100 mil".

Rezende seguiu com a fala até disparar: "trabalho diuturnamente e não ganho vinte mil por mês, não. Temos que falar a verdade. Ganha vinte mil por mês e vem falar para o povo que ganha cinco mil".

Nesse momento, Féfin reagiu na bancada, já que ele recebe salário da Polícia Federal (onde é agente), mas atua somente como vereador, já que está licenciado na instituição. "Eu não estou falando do senhor", disse o presidente da Casa. Féfin manteve a reação e Rezende emendou: "se a carapuça serviu para o senhor, chamei de mentiroso e chamo de novo. Mente descaradamente. Fique quietinho aí, o senhor é mentiroso, descarado. Aqui, não! Cara de pau é senhor".

Rezende fazia alusão ao fato de Féfin ter divulgado na campanha eleitoral do ano passado que atuaria como vereador sem receber salário. "Respeite a presidência da Casa. Aprenda a escutar, engomadinho, vereador calça apertada e mentiroso. Está encerrado", afirmou Rezende. Mas não estava. Ele mesmo prosseguiu: "intimidar é o senhor, porque é policial federal. Respeite a instituição, tanta gente correta lá. Se elegeu em cima dessa conversinha fiada aí".

O presidente da Casa deu uma trégua nas farpas e justificou a intenção de construir um novo prédio para o Legislativo. Citou que a Polícia Civil em Marília transferiu a sede do centro da cidade (Rua Gonçalves Dias) para a CPJ na Rua Joaquim de Abreu Sampaio Vidal. Lembrou que o Ministério Público fez o mesmo e o Hospital das Clínicas está trabalhando para um novo hospital (Campus da Famema). "São decisões fundamentais para prospectar a cidade para o futuro", observou.

"Esse poder não pode ser jogado na sarjeta", alfinetou novamente, remetendo ao bate boca em plenário. "Gente que só quer confusão, balãozinho, bola em baixo das pernas, jogar para a torcida", encerrou. De fato.







653 visualizações0 comentário