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  • J. POVO- MARÍLIA

Jogadores mortos em queda de avião estavam com Covid. Praxedes, ex-MAC, chegou no Clube há 10 dias


Os quatro jogadores mortos em um acidente aéreo com parte da delegação do Palmas FR, Lucas Praxedes, Marcus Molinari, Ranule e Guilherme Noé, tinham sido contratados pelo clube em janeiro deste ano como reforços para a temporada.

O Palmas Futebol e Regatas informou que os quatro jogadores estavam na aeronave porque haviam testado positivo para a Covid-19. O time disse que optou por transportá-los no avião particular porque o período de isolamento terminaria neste domingo.

A tragédia da manhã deste domingo, em Luzimangues, distrito do município de Porto Nacional, no Tocantins, também vitimou comandante da aeronave, Wagner e o presidente do clube, Lucas Meira.

O clube anunciou o lateral-esquerdo Lucas Praxedes, que tinha 23 anos, em 13 de janeiro deste ano. Ele chegou lá dois dias depois. Foi revelado pelo Patrocinense, de Sergipe.Jogou no Marília em 2019, quando o time conquistou o acesso à Série A-3 do Campeonato Paulista. Teve passagens também pelo XV de Jaú, Capivariano, Botafogo-PB, São José, Marcílio Dias e Coimbra.

O goleiro Ranule, de 27 anos, também chegou em janeiro ao clube, que o definiu como "especialistas em acesso". Revelado pelo Democratas de Sete Lagoas, ele passou por Sampaio Correia, Vila Nova e Resende. Ranule viveu um grande momento em 2017 no Espirito Santo, quando foi campeão estadual pelo Atlético Itapemirim e eleito o melhor goleiro da competição. Formado nas categorias de base do Villa Nova-MG, o meia Marcus Molinari tinha 23 anos. Em 2017, se destacou na equipe sub-20 do Araxá Esporte Clube e foi o artilheiro do Mineiro. Filho do ex-atacante Marinho, que foi destaque no Atlético-MG em 2006 e 2007, também atuava no setor ofensivo e teve passagens por Tupi, Ipatinga e Tupynambás, além do Santos. A contratação do atleta seria anunciada nesta segunda-feira (25).

Guilherme Noé, de 28 anos, foi revelado pelo Osasco Audax, em 2011, e tem passagens por clubes como Internacional, Tombense, Mirassol e São Bernardo. Ele já havia jogado pelo Palmas em 2019, time pelo qual foi campeão estadual. O presidente Lucas Meira tinha 32 anos, era empresário e chegou candidato a vice-prefeito de Palmas na chapa da prefeita eleita Cinthia Ribeiro (PSDB). Ele deixou a coligação alegando motivos pessoais, e enfrentava alguns processos judiciais em Goiânia.

A aeronave pertencia à família de Lucas Meira. Seu pai, Adair, é fundador do Sistema Sagres de Comunicação. O restante do grupo tinha embarque marcado para as 18h deste domingo.

Apesar do aspecto da Covid-19, o clube informou pela manhã que os quatro decolaram rumo à Goiânia com o presidente mais cedo em função de uma limitação do voo de mais tarde, uma vez que a CBF só disponibiliza 23 bilhetes aéreos para a delegação de cada clube. Com um efetivo de elenco e comissão técnica maior, o Palmas "dividiu" a equipe.


O ACIDENTE

Segundo relatos de moradores próximos à região, o acidente fatal ocorreu logo após a aeronave decolar, ainda próximo da cabeceira da pista (privada). O avião pegou fogo tão logo tocou o chão e ficou completamente destruído, vitimando os seis integrantes do voo imediatamente. Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e membros do Instituto Médico Legal (IML) realizam trabalhos e prestam apoio no local. Essa parte da delegação do time viajaria para Goiânia, local do jogo marcada para amanhã (25) contra o Vila Nova, pela Copa Verde - no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga. O avião decolou por volta das 8h15 de hoje, mas caiu no final da pista da Associação Tocantinense de Aviação.

Lamentamos informar que não há sobreviventes. Neste momento de dor e consternação, o clube pede orações pelos familiares aos quais prestará os devidos apoios, e ressalta que no momento oportuno voltará a se pronunciar".




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