Juiz Décio Mazeto se aposenta, após 34 anos de magistratura. "Missão de Deus. Dever cumprido", diz
- J. POVO- MARÍLIA

- 8 de fev. de 2021
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O juiz titular da 3ª Vara Criminal do Fórum de Marília, Décio Divanir Mazeto, 73 anos, se aposentou. Em Portaria publicada no Diário Oficial do Estado, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, Geraldo Francisco Pinheiro Franco, concedeu o pedido de aposentadoria a partir do dia 6 de fevereiro (sábado).
Mazeto disse ao JP nesta segunda-feira (8) ser uma honra ter cumprido 34 anos de magistratura sem nunca ter sofrido nenhuma punição ou qualquer censura do Tribunal de Justiça do Estado.
"Atravessei ileso. Sensação do dever cumprido em um ambiente de muitos conflitos, como é a Justiça Criminal. Creio que a magistratura é uma missão de Deus, um chamado", comentou. Décio Mazeto.
Ele nasceu em Pederneiras (a 145 quilômetros de Marília) e veio para a cidade aos 6 anos de idade, após transferência do pai, que era ferroviário.
Estudou no Grupo Tomás Antonio Gonzaga e cursou o hoje ensino médio. Se formou em direito na 1ª turma da Fundação de Ensino (atual Univem), em 1973. Décio Mazeto exercia a advocacia (foi presidente local da OAB) quando passou em três concursos para a magistratura (em 1978, 1981 e 1986).
Assumiu a função de juiz de direito no dia 15 de maio de 1987. "Por determinação da minha esposa", brincou. Atuou em São Paulo, depois em Comarcas da região, como Duartina, Getulina e Garça, entre outras, até assumir a 3ª Vara Criminal do Fórum de Marília, em 1991, onde atuou até a última sexta-feira.
Décio Mazeto recebeu o Título de Cidadão Mariliense em 2004, concedido pela Câmara de Marília. Casado com a professora Sônia de Souza Mazeto, é pai de três filhos: Marcelo (médico em Palmas/TO), Luciano (médico em Marília) e Cristiano (advogado).
Entre as sentenças que proferiu, Mazeto lembra da condenação dos assassinos de Rafael Camarinha, aos 24 anos, filho do ex-prefeito Abelardo Camarinha. "Foram penas longas, com mais de trinta anos para os envolvidos. Também foram muitas outras sentenças por estupros, latrocínios", comentou.
Ele ressalta que "condenação não deixa ninguém feliz, nem quem condena nem quem vai cumprir a pena. Vivemos a angústia de condenações longas, de pessoas jovens. Mas é o dever do juiz cumprir a lei", resumiu.
Décio Mazeto esteve hoje no escritório do filho Cristiano. Pela lei da magistratura, ele está impedido de advogar pelos próximos três anos. "Vou dar uma mão para o Cristiano", disse. Ele tem como hobby o jogo de cartas e futebol society.









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