O então vereador Emerson durante invasão na UPA de Londrina
Um vereador acusado de perturbação durante trabalho de funcionários de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Londrina (PR), foi condenado a 17 dias de prisão em regime semiaberto.
Emerson Petriv, o Boca Aberta, foi denunciado por ter invadido o local e filmado funcionários da UPA, em 2017, sob a justificativa de fiscalizar os trabalhos. Ele entrou em locais restritos a enfermeiros e médicos e na sala de uma médica, sem autorização e foi acusado de desacatar médicos e a enfermeira-chefe da unidade Após a confusão ele foi levado à Delegacia de Polícia, para formalização da queixa. Antes, ele já havia assinado um termo circunstanciado na polícia sob a acusação de ter atrapalhado o andamento do trabalho dos profissionais de saúde e perturbação de sossego.
MANDATO CASSADO
Desdobramentos da ação terminaram com a cassação do mandato do vereador pela Câmara de Londrina, em 2017. Isso porque ele foi multado pela Justiça Eleitoral por conta do caso envolvendo a UPA.
Segundo a denúncia feita por uma servidora municipal, o vereador publicou um vídeo em sua página de Facebook solicitando ajuda de seus eleitores para pagar a multa. Ele estava arrecadando recursos para pagar a multa no valor de R$ 8 mil.
JUIZ MARILIENSE E FILHO DE VEREADOR
A condenação do então vereador Emerson Petriv foi definida em abril de 2019 em sentença do juiz do 4° Juizado Especial Criminal de Londrina, que é mariliense.
Na próxima segunda-feira (12), Nardi estará sendo votado o pedido de abertura de Comissão Processante contra o vereador Jr. Féfin (PSL), acusado de agressões físicas e verbais contra Maria Ângela, enfermeira-chefe do Pronto Atendimento da Zona Sul de Marília.
Após e episódio, ela registrou Boletim de Ocorrência na Central de Policia Judiciária, onde relatou os fatos. Na terça-feira (5), mais de 30 profissionais da UPA protocolaram documento pedindo abertura de Comissão Processante para cassação do mandato de Jr. Féfin, que é agente federal licenciado. CUMPRIMENTO DA PENA
O parlamentar londrinense se apresentou no início deste ano no Centro de Reintegração Social de Londrina, para cumprir a pena imposta pela Justiça. Por 17 dias, ele dormiu em uma sala separada dos demais presos.
SINDICATO DOS MÉDICOS
O Sindicato dos Médicos do Norte do Paraná (Sindmed) emitiu uma nota de desagravo na época contra a atitude do vereador no dia 6 de janeiro. A nota acusa o parlamentar de ter apresentado ‘conduta ofensiva e desrespeitosa aos médicos e demais profissionais de saúde’ o que ‘causou transtornos ao atendimento aos pacientes. Imbuído em promover uma “ação midiática”’. A nota ainda pontua que Petriv agiu ‘de forma truculenta para assim manipular a situação como um espetáculo de horrores a seu favor’.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM) também emitiu nota de repúdio contra as atitudes adotadas pelo vereador. O CRM esclareceu que reconhece ter o representante do legislativo municipal a prerrogativa de fazer questionamentos sobre aspectos administrativos da unidade que devem ser respondidos pelo gestor. “Porém, a sua destemperança é agressiva à toda classe médica”, diz ainda a nota. O CRM solicitou, junto à Câmara de Vereadores de Londrina que instaurasse a Comissão de Ética para apurar a conduta do parlamentar.
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