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  • J. POVO- MARÍLIA

Justiça autoriza e relaxo da Zona Azul digital volta a operar nesta sexta-feira, em Marília


Durou menos de vinte dias a suspensão das atividades da empresa Rizzo Park, determinada pela Prefeitura de Marília. A empresa operava desde agosto passado o sistema da Zona Azul digital aqui na cidade.

Uma liminar conseguida pela empresa (que exige o cumprimento do contrato assinado com a Emdurb no dia 19 de março do ano passado, após processo licitatório) junto ao Tribunal de Justiça do Estado autorizou a volta imediata das suas atividades. Nesta sexta-feira (18), portanto, será possível ver atuando nas ruas abrangidas pelo sistema Zona Azul funcionários e o carro radar da Rizzo Park.

A diretoria da Emdurb, que gerencia o setor e efetivou no contrato com a empresa, anunciou em nota que não concorda e irá recorrer da decisão do TJ para que a Rizzo seja impedida de operar em Marília. A empresa tem sede em Indaiatuba (480 quilômetros de Marília).

Há uma semana ocorreu uma Audiência Pública na Câmara de Marília, convocada pelo vereador Rogerinho (PP), onde houve série de debates entre vereadores e representantes da Rizzo Park, os quais foram detonados pelos parlamentares.

Audiência Pública foi realizada há uma semana na Câmara Municipal: na mesa diretora, dr. Valdeci Fogaça, presidente da Emdurb, vereador Evandro Galete e o empresário Roberto Rizzo

PARQUÍMETROS INÚTEIS E RETIRADOS

Rogerinho disse ter sido vítima do sistema ao estacionar o veículo em uma vaga e receber a notificação para pagar os R$ 20 antes de desligar o carro.

O vereador disse que a Zona Azul Digital digital chegou "muito agressiva", com expansão da área de estacionamento (são 3 mil vagas) até para parte dos bairros e tempo de apenas duas horas nas vagas. "Daqui a pouco vai ter Zona Azul até na Vila São Miguel! Precisamos de rotatividade, mas isso tem que ser flexibilizado, com extensão menor de área e horários ampliados".

Rogerinho apontou ainda que "nenhum parquímetro instalado pela empresa funciona" e que vários deles já foram retirados.

Também houve apontamento quanto à falta de funcionários para atendimento aos usuários. "As vezes a pessoa acha um ou outro", disse Rogerinho. Sobre uma pesquisa mostrada pela Rizzo Park com "78% de aprovação dos serviços", o parlamentar disse que na realidade "são 98% de insatisfação. Não podemos lesar a população e o comércio desse jeito".

Vereador Rogerinho vem combatendo os relaxos e abusos da Rizzo Park em Marília

DENÚNCIAS E RECLAMAÇÕES

Após série de falhas, denúncias de abusos e reclamações de usuários, a Prefeitura de Marília acatou decisão da Corregedoria Geral do Município e suspendeu no dia 26 de fevereiro o contrato que havia sido assinado há seis meses com a empresa Rizzo Park, de Indaiatuba (408 quilômetros de Marília), para operar o sistema da Zona Azul digital aqui na cidade.

Uma Sindicância aberta para investigar a atuação da empresa agrupa denúncias encaminhadas e apontadas em relatórios da Emdurb (órgão gestor da Zona Azul), incluindo praticas abusivas da Rizzo Park. O preço das tarifas era de R$ 2 (uma hora) e R$ 4 (duas horas).

Na falta do pagamento, a Rizzo cobrava uma "taxa" de R$ 20, que deveria ser paga pelo usuário em até 36 horas na sede da empresa, para evitar a autuação de trânsito por estacionamento irregular.

NOTA PREFEITURA/EMDURB

A Prefeitura de Marília através da EMDURB (Empresa Municipal de Mobilidade Urbana de Marilia) informa que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou, através de uma liminar, a volta da cobrança do sistema rotativo de estacionamento Zona Azul em Marília. De acordo com a empresa, a volta das cobranças será nessa sexta-feira (18) de março.

A Prefeitura salienta que não concorda, já recorreu dessa decisão e aguarda que a empresa faça as devidas readequações que foram apontadas pela Corregedoria Geral do Município.

Diretoria de Divulgação e Comunicação

Prefeitura de Marília

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