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  • J. POVO- MARÍLIA

Justiça condena dupla que aterrorizou e roubou família na Zona Sul. Cachorra foi morta a facadas


Dois indivíduos que aterrorizaram e roubaram um casal e o filho na Zona Sul de Marília, em agosto do ano passado, foram condenados a 8,2 anos de reclusão, cada um. A decisão é da juíza

Josiane Patrícia Cabrini, da 1ª Vara Criminal do Fórum de Marília.

Conforme os autos, D.J.R.S, de 37 anos e M.A.G, de 42 anos, foram denunciados por roubo porque, no dia 20 de agosto de 2020, por volta das 20h ,em uma residência localizada na Vila Hípica, na Zona Sul de Marília, agindo outro homem não identificado, mediante violência e grave ameaça com faca, atacaram as três pessoas. Além de ferir as vítimas com pancadas e golpes de faca, ainda esfaquearam uma cachorra na residência que começou a latir durante a ação dos bandidos. O animal foi socorrido em uma clínica veterinária, mas acabou morrendo.

Fugiram levando um televisor de 32 polegadas e três aparelhos celulares, cinco sabonetes (Dove) e dois perfumes (Glow e Polo), litros de wisque e um veículo Honda Fit e R$10 mil em dinheiro. A dupla foi presa em flagrante pela Polícia Militar horas após o roubo.

O dono da casa declarou na data dos fatos, por volta das 19h45, estava na cozinha de sua residência quando ouviu o portão se abrindo com a chegada do carro em que estavam sua esposa e seu filho. Em seguida, ouviu um barulho estranho e, rapidamente, foi surpreendido na cozinha por um indivíduo de estatura baixa, pardo, com uma blusa com capuz na cabeça e com uma faca na mão e que, sem dizer nada, foi em sua direção.

Neste momento, entraram em luta corporal e conseguiu desarmar o indivíduo, porém feriu sua mão esquerda, seu braço direito e sua cabeça quando caiu no chão. Logo depois, outros dois rapazes entraram, os renderam, jogaram sua esposa no chão e passaram a perguntar sobre um cofre com dinheiro e arma, sendo respondido que não havia nenhum cofre ou arma na casa.

Em seguida, os acusados levaram as vítimas até o banheiro e lá os trancaram, ocasião em que notou que seu filho estava com um ferimento cortante no braço esquerdo. Enquanto ele, sua esposa e seu filho ficaram presos no banheiro, os autores do roubo reviraram toda a casa, levando os bens. Relatou, ainda, que antes de deixarem a residência, o indivíduo com quem havia entrado em luta corporal o ameaçou de morte dizendo: “Se eu for preso, nem que eu fique dois anos na cadeia, quando eu sair eu mato você, pois sei onde você trabalha e o que você faz”.

Informou que, assim que os réus foram embora, acionou a Polícia Militar pelo telefone fixo da residência e, poucos instantes depois, foi informado que conseguiram localizar o veículo e deter dois rapazes.

Disse que reconheceu o rapaz com quem entrou em luta corporal, porém não conseguiu ver os outros autores do roubo com precisão, razão pela qual não teve condições de fazer o reconhecimento destes. Por fim, relatou que recebeu, na Delegacia, o valor de R$1.043,00 em dinheiro, cinco sabonetes, dois frascos de perfumes e o seu veículo Honda Fit , recuperados pelos policiais militares. Em juízo acrescentou apenas que, no momento que um dos indivíduos entrou na cozinha, deu uma facada em sua cachorra.

O filho do casal declarou que, na data dos fatos, estava chegando em sua casa, dirigindo o veículo Honda Fit e sua mãe estava no carro como passageira. Assim que sua mãe desceu para abrir o portão, ele entrou com o carro e, em seguida, ouviu sua mãe gritar e ser arrastada por um rapaz. Em seguida, ao descer do carro, ele também foi abordado, mas por outro indivíduo, que feriu seu braço esquerdo com uma faca ao puxá-lo do veículo.

Relatou que foi levado até a sala de sua casa, onde foi ameaçado de morte a todo tempo, sendo perguntado sobre dinheiro, cofre, joias e arma, tendo notado que seus pais também estavam rendidos e deitados no chão da cozinha da casa. Momentos depois, foi levado por um dos rapazes até o quarto de seus pais e, mais uma vez, perguntaram onde estaria o dinheiro, oportunidade em que ele respondeu que, se tivesse algum dinheiro, estaria no guarda-roupas.

Na sequência ele foi levado até o banheiro onde já estavam seus pais, local em que permaneceram até perceber que os indivíduos teriam ido embora. Informou que não chegou a ver o semblante dos autores do roubo, pois ficou o tempo todo olhando para parede, conforme foi ordenado. Acrescentou que o indivíduo que foi reconhecido pelo seu pai na delegacia era frequentador da feira, onde a família trabalha.

AS PRISÕES

Policiais militares declararam que, na data dos fatos, foram acionados via COPOM para atender uma ocorrência de roubo em residência. Enquanto uma viatura se dirigiu ao local dos fatos para colher os dados com as vítimas, outra viatura iniciou o patrulhamento e rapidamente conseguiram localizar o veículo Honda Fit, no momento em que um rapaz deixava o veículo. Relatam que abordaram tal pessoa, identificada como M. e, em revista pessoal, localizaram em suas vestes o manual do carro, uma sacola plástica com a importância de R$1.043,00 em dinheiro trocado e um molho de chaves, posteriormente reconhecido pelas vítimas como sendo da residência roubada.

O acusado alegou que apenas o molho de chaves lhe pertencia e os demais objetos havia encontrado na rua. Enquanto isso, viatura da Força Tática, deu sequência nas diligências e logo nas próximas ruas já conseguiu abordar outro rapaz, identificado como D., o qual foi prontamente reconhecido pela vítima como sendo o rapaz que entrou em luta corporal durante o roubo e portava a faca.

Diante disto, deram voz de prisão aos acusados. O acusado M. tentou empreender fuga quando viu os policiais se aproximando. Sobre a abordagem do acusado D., o policial disse que lhe foi informado que um indivíduo tinha corrido em sentido contrário ao que a testemunha estava, sendo realizada a abordagem, razão pela qual ele continuou a diligências nas proximidades e logo encontrou o acusado D. com atitudes suspeitas, muito nervoso e usando várias roupas. Foi necessário irem até a casa dele, aproximadamente cinco quarteirões do local da abordagem, para que ele pudesse pegar seu documento pessoal antes de ser conduzido à Delegacia.


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