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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

Justiça condena ladrão que roubou veículo após ameaçar mulher e retirar crianças da "zona de risco"


Ladrão que roubou um veículo após ameaçar a dona e ordenar que dois filhos dela menores, que estavam no banco traseiro do mesmo "saíssem da zona de risco", foi condenado a 5 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

A decisão é do juiz Fabiano da Silva Moreno, da 3ª Vara Criminal do Fórum de Marília e cabe recurso.

O CASO

Irineu Ribeiro dos Santos, de 30 anos, no dia 31 de agosto de 2022, por volta das 18h, na Avenida República, altura do Bairro Palmital, mediante grave ameaça, roubou o veículo Fiat Pálio, avaliado em R$ 12.438,00 e 1 aparelho celular da marca Samsung, modelo Galaxy A10, pertencentes à L.C.R.B, de 43 anos.

A vítima parou o veículo em frente à casa de sua genitora e saiu por um momento, deixando a chave no contato, seu aparelho celular e seus dois filhos, de 6 e 9 anos de idade, no banco traseiro.

Ao voltar, a vítima se deparou com o ladrão exigindo que as crianças saíssem do carro, dizendo que elas estavam em uma “zona de risco”.

Ao ver a mãe das crianças, anunciou o assalto e, mediante ameaças simulando estar na posse de uma arma de fogo, ordenava que as crianças saíssem do veículo. Ato contínuo, o denunciado tirou as crianças do carro e, aproveitando-se que a chave estava no contato, deu partida e empreendeu fuga.

A Polícia Militar foi acionada e, em diligências pelas proximidades do local, os policiais visualizaram o denunciado tentando estacionar o veículo.

Apesar de ter recebido ordem de parada, Irineu não obedeceu e novamente empreendeu fuga a pé, sendo, todavia, abordado logo em seguida. Em revista pessoal, foram localizados com ele a chave do veículo e o aparelho celular pertencente à vítima.

"JOGO MUITO RÁPIDO"

A vítima declarou que foi na casa da mãe, na Avenida República, pois ela estava passando mal e precisava pegar alguns remédios para o pai. Em seu apavoramento, deixou a chave do carro no contato, porém, a porta da casa ficava bem de frente com o carro, que iria ser um "jogo muito rápido".

Narrou que quando virou para trás, viu um elemento conversando com as crianças. Quando o abordou, ele já anunciou que era um assalto e já foi retirando as crianças e ela do carro, posicionando a mão na cintura, como estivesse com algo.

Declarou que, naquele alvoroço todo, o acusado saiu com o carro. Foi tudo muito rápido. Ele levou o carro e seu celular, que estava dentro do carro. Ligou para a polícia, os policiais pegaram a placa do carro, e fizeram as buscas. Em torno de uma hora e meia após o roubo, encontraram o veículo junto com o acusado.

DEFESA

O réu, interrogado em Juízo, disse que o meliante que fez o delito deixou o carro lá, pois ele mesmo não sabe dirigir. Se tivesse pegado esse carro teria batido no primeiro poste que visse. Alegou que foi informado que tinha uma filmagem na qual o policial disse que era ele, sendo assim, gostaria que analisassem, pois não é ele. Tem duas filhas para cuidar e não precisa fazer isso.

Alegou que não estava com o veículo, que estava indo em direção a ele, onde os policiais estavam, atrás do São Judas Tadeu. Falaram para ele parar, ele parou e foi abordado. Os policiais pegaram um celular e falaram que ele parecia com o “cara” da imagem, sendo assim o levaram, ia para reconhecimento, mas não sabia que iriam falar que era ele que estava ali.

Disse que não sabe nem dirigir, não tem nem carteira. Colocaram ele ao lado de um “cara” alto e velho na hora do reconhecimento, que não tinha lógica e que o policial estava rindo da cara dele. Relatou que trabalha como jardineiro, que já foi preso por tráfico recentemente, só quando era menor de idade que foi pra "Febem" por furto de fio.

Disse que estava indo para a casa da irmã, pois tinha brigado com o pai, que não o deixava ficar na residência. Por isso, estava vindo da "Altaneira", passou pelo trilho das casinhas, onde os policiais o abordaram.

Alegou que a irmã mora perto do Tiro de Guerra e que estava indo para lá. Não estava com nada na mão. Só tinha ele quando os policiais o abordaram, somente depois começou a aparecer gente, momento em que os policiais tacaram ele no chão.





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