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  • J. POVO- MARÍLIA

Justiça nega pedido de liberdade para sobrinho que matou tio a facadas em bar na Zona Oeste


O juiz da 3ª Vara Criminal do Fórum de Marília, Fabiano da Silva Moreno, negou pedido de liberdade para Júlio César dos Santos Lorite, de 42 anos, acusado de matar o tio, Geraldo Gomes dos Santos, de 56 anos, na madrugada de 17 de julho (um domingo), em frente um bar, na Avenida Saudade, Zona Oeste de Marília.

A defesa de Júlio César alegou excesso de prazo na prisão preventiva do réu. O magistrado negou o pedido e agendou para o dia 23 de fevereiro a primeira audiência sobre o caso.

DISCUSÃO E MORTE

A Polícia Civil apurou que Júlio César matou o tio após uma discussão entre eles sobre a venda de uma corrente de prata.

O crime ocorreu por volta das 3h da madrugada. Geraldo, que atuava como "chapa" de transporte de cargas, foi atingido com golpes de faca no tórax e no abdômen. Socorrido, morreu antes de dar entrada no Hospital das Clínicas. Ele deixou cinco filhos.

Júlio César, comemorava seu aniversário no bar, onde chegou por volta das 23h30 do sábado (16), dia da comemoração. Geraldo chegou no local por volta das 2h30. Estava alterado e discutiu com a filha, de 16 anos, que estava no bar na companhia da filha de Júlio, também adolescente. Uma mulher que estava no local teria desferido um tapa e atirado um copo contra Geraldo.

Testemunhas relataram, segundo o delegado da DIG, Luiz Marcelo Perpétuo Sampaio, que foi Geraldo quem tomou a iniciativa da briga com o sobrinho. "Eles já tinham uma rixa familiar e ambos costumavam agir com violência", ressaltou.

Os golpes na vítima foram desferidos provavelmente por canivete que Júlio portava. O acusado fugiu levando a arma do crime.

Júlio César, havia sido preso por violência doméstica no final do ano passado, após descumprir medidas protetivas concedidas à sua ex-mulher. Deu trabalho no cumprimento da prisão, saltando inclusive sobre alguns telhados de residências para tentar fugir dos policiais.

Júlio César chegou a se apresentar na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília dois dias após o crime, mas não havia ordem de prisão na ocasião. Apesar de ter sido indiciado, naquela data ele não ficou preso.

Ele foi preso na tarde de 10 de agosto no Jardim Califórnia, na Zona Oeste de Marília. Foi foi localizado no apartamento de sua mãe, após a prisão preventiva ter sido decretada.


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