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  • J. POVO- MARÍLIA

Ladrão que invadiu casa, ameaçou matar idosa de 84 anos e roubou pertences, pega 6,2 anos de cadeia


Ladrão que invadiu a residência de uma idosa de 84 anos, na Vila Palmital, Zona Norte de Marília, a ameaçou de morte com um banco de madeira e roubou pertences, foi condenado a 6 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado. O larápio subtraiu da casa um celular Samsung A-10, um frasco de perfume e uma corrente de ouro, avaliados em cerca de R$ 2,7 mil.

A decisão é do juiz Paulo Gustavo Ferrari, da 2ª Vara Criminal do Fórum de Marília e cabe recurso.

Conforme os autos, Kléber William Vasconcellos Dias, por volta das 14h30, pulou uma janela de vidro e invadiu a casa da idosa, na Rua Machado de Assis, enquanto ela assistia televisão na sala.

A princípio, ele pediu comida e dinheiro. Em seguida, anunciou o roubo e ameaçou a idosa de morte empunhando um banco de madeira. O acusado, que já tinha antecedentes criminais, acabou preso em flagrante cerca de 40 minutos depois pela Polícia Militar. Um dos policiais que participou da ocorrência é filho da vítima,

Pelas características de testemunhas, ele suspeitou de um indivíduo e durante rondas pela região, avistou o mesmo em uma casa abandonada que era ponto de viciados em drogas. O meliante estava sob efeito de drogas e tentou fugir, mas acabou capturado. O celular roubado foi localizado no bolso dele.

Em, juízo, Kleber negou os fatos. Declarou que no dia do crime, pela manhã, foi em uma casa utilizada por usuários de droga. Havia várias pessoas no local. Ele se deitou em um sofá e adormeceu, pois estava muito cansado. Acordou sendo agredido pelos policiais. Afirmou que nada foi encontrado em seu bolso. Não conhece os policiais que realizaram sua prisão.

"Em que pese a negativa do réu quanto ao cometimento do delito, as declarações da vítima e o reconhecimento fotográfico e pessoal de Kleber como autor dos fatos, corroborados pelos depoimentos das testemunhas, são suficientes à condenação. Acrescente-se a isso o fato do réu ter sido encontrado, logo após o crime, em posse do aparelho celular subtraído. Especificamente ao reconhecimento do réu, vale ressaltar que, de acordo com a descrição informada pela vítima, os investigadores apresentaram-lhe diversas fotografias, sendo o acusado reconhecido como autor do crime", mencionou o juiz na sentença.

"Reconhecimentos, dentro do mosaico probatório, não foram os únicos alicerces da autoria, haja vista que o aparelho celular da vítima estava no bolso do acusado, razão pela qual não se cogita a absolvição. Da prova produzida se conclui, portanto, que o réu, ao subtrair para si bens pertencentes à vítima, mediante grave ameaça, consumou o crime tipificado no artigo 157, caput, do Código Penal", concluiu.

"Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE a acusação e CONDENO o réu KLEBER WILLIAM VASCONCELOS DIAS, qualificado nos autos, pela prática do crime tipificado no artigo 157, caput, do Código Penal, à pena de 6 (seis) anos, 2 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 14 (quatorze) dias-multa, no valor mínimo legal. Porque portador de maus antecedentes e reincidente específico, o réu deverá cumprir a pena privativa de liberdade em regime inicial fechado. DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE".



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