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Laudo comprova que estudante de medicina tomou arsênio e morreu. Pai tenta provar que ex-namorado induziu ela ao suicídio

  • Foto do escritor:  J. POVO- MARÍLIA
    J. POVO- MARÍLIA
  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura

A estudante de medicina Carolina Andrade Zar, de 22 anos, morreu por intoxicação aguda por arsênio, caracterizando envenenamento por agente químico. Esta foi a conclusão de laudo do Instituto Médico Legal (IML)

Carolina foi encontrada desacordada em maio de 2025, em Marília (SP), e morreu no mesmo dia após ser socorrida e levada a um hospital da cidade. O caso havia sido inicialmente registrado como suicídio.

A partir da conclusão pericial, a Polícia Civil passou a investigar a possível participação de terceiros na morte da jovem.

A defesa da família sustenta que o então namorado de Carolina, um rapaz residente na cidade de Garça, pode ter tido influência direta nos acontecimentos que antecederam a morte da estudante.

A suspeita está relacionada, entre outros pontos, a um aborto que teria sido provocado em 2024, por influência do rapaz.

Para o advogado da família, Caio Silva, a confirmação da presença de arsênio representa um avanço importante na investigação.

"Com essa confirmação pericial, as diligências passam a se concentrar na identificação da origem da substância e na verificação de eventual participação de terceiros na sua obtenção", afirmou.

Segundo ele, a investigação também aguarda o resultado da perícia em dispositivos eletrônicos da estudante apreendidos pela polícia, que podem ajudar a esclarecer os fatos.

"A análise desses dispositivos poderá permitir a recuperação de mensagens e registros de comunicação relevantes para a compreensão dos fatos", disse.

A polícia investiga possível indução ao suicídio, supostamente cometidos pelo ex-namorado da jovem.

Durante as investigações, o celular e o tablet de Carolina foram apreendidos. Segundo o pai da estudante, o advogado Fauez Zar Junior, os aparelhos contêm arquivos, capturas de tela de conversas e outros materiais que apresentariam a versão da jovem sobre acontecimentos que antecederam a morte.

"Ela fez um dossiê com umas 65 páginas, tudo com mensagens e explicações. Deixou gravado um áudio de 17 minutos, como se fosse o depoimento dela", contou em entrevista.

Nos registros, segundo o pai, a jovem relata ter sido submetida a um aborto induzido pelo então namorado.

"Ele fez o aborto com as próprias mãos. Ele deu para ela o remédio e, depois, ficou forçando a barriga dentro de um hotel", afirmou.


 
 
 

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