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  • Por Adilson de Lucca

Mãe de menino relata horas de desespero após sumiço de alunos de Emei na Zona Norte de Marília


Crianças retornaram à escola levadas por Bombeiros, após sumiço

A auxiliar administrativa Lucilene, mãe do garoto Paulo Estevão, de 6 anos, relatou ao JORNAL DO POVO o drama que viveu por cerca de duas horas no final da manhã e início da tarde desta terça-feira (25), após ser informada por telefone em seu local de trabalho que era para ir à Emei Clara Luz, no Bairro Montana, na Zona Norte de Marília, pois "havia ocorrido algo de grave com seu filho".

Ela contou que, desesperada com a informação, de imediato acionou a Polícia Militar. "Logo imaginei tudo e liguei para a Polícia e em seguida fui depressa para a escola".

Lucilene disse que tudo começou quando por volta das 10h, Paulo pediu à professora para ir ao banheiro. O menino estuda na Emei em período integral, das 8h às 16h40.

"Ele deu um baile na professora, pulou o alambrado dos fundos da escola com um amiguinho de 5 anos e fugiu. A intenção deles, a princípio, era ir para uma represa que existe no itambé, mas desistiram".

A mãe afirmou que, após receber a informação do desaparecimento das crianças em grupos de Whatsapp do Bairro, a comunidade se envolveu nas buscas junto com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

"O trabalho da Polícia e dos Bombeiros foi excelente. Agradeço a eles, pois não desistiram das buscas até encontrar as crianças e levá-las de volta à escola", disse Lucilene.

Ela relatou que após desistirem de ir à represa, os meninos saíram andando, pararam no cemitério do Distrito de Padre Nóbrega e depois começaram a caminhar por uma estrada vicinal que segue para o Distrito de Rosália.

"Um rapaz que ficou sabendo do desaparecimento avistou e segurou eles até a chegada dos Bombeiros, por volta das 14h10. Estavam bem queimados do sol. Graças a Deus o rapaz avistou eles, porque foram horas de desespero de toda a família", contou Lucilene, que tem, além de Paulo, uma menina de 12 anos e é separada do marido. "O pai dele também foi na escola, a família toda, moradores, a Polícia e Bombeiros procurando no meio da mata, no buracão e nas redondezas". A mãe do menino não conhece o amiguinho que fugiu com ele.

FALTA DE SEGURANÇA NA ESCOLA

Ela criticou a falta de segurança na Emei Clara Luz. "Já foi pedido há muito tempo a construção de um muro alto no lugar do alambrado dos fundos e a instalação de câmeras de segurança na escola, mas a Prefeitura não fez nada. Têm as marcações de câmeras lá, mas não instalaram nada", afirmou.

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou, em Nota, que "vai reforçara segurança na escola e investigar o ocorrido".







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