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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

Médico assassinado no RJ será sepultado hoje em Presidente Prudente. Vítimas foram mortas por engano


O corpo do médico ortopedista Diego Ralf Bomfim, assassinado a tiros no Rio de Janeiro (RJ), será velado e sepultado nesta sexta-feira (6), em Presidente Prudente. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), irmã da vítima, desembarcou na cidade na tarde desta quinta-feira (5).

Assim que chegou ao Aeroporto Estadual de Presidente Prudente, Sâmia encontrou-se com os pais, Domingos e Antônia, e, em entrevista à TV Fronteira, prestou solidariedade aos outros dois médicos também mortos no atentado em um quiosque na Barra da Tijuca."Primeiro, eu queria demonstrar a minha solidariedade às famílias dos outros dois médicos, que também foram vitimados neste atentado. Eu quero agradecer a toda solidariedade, eu recebi muitas mensagens, só consigo agradecer a todo mundo mesmo. Nunca fez mal para ninguém, pelo contrário, ele só orgulhava a nossa família. Foi muito difícil para os meus pais conseguirem formá-lo como médico, foi sempre um orgulho muito grande para a nossa família, ele foi bolsista na faculdade, conseguiu chegar muito longe e é absolutamente injusto o que aconteceu com ele, com a nossa família, com os meus pais", concluiu.

CORPOS DOS TRAFICANTES SUSPEITOS SÃO ENCONTRADOS

A Polícia Civil encontrou os corpos que seriam dos traficantes responsáveis por executar três médicos no Rio de Janeiro. Os corpos estavam dentro de dois carros, localizados na noite desta quinta-feira (5) na Zona Oeste do Rio.

Ao todo, quatro corpos foram localizados pela Delegacia de Homicídios, com o apoio da inteligência da polícia: três estavam dentro de um carro na Rua Abrahão Jabour, nas proximidades do Riocentro; e outro no segundo veículo, na Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão, na Gardênia Azul. A polícia confirmou que um dos corpos encontrados é o do traficante Philip Motta Pereira, o Lesk, considerado suspeito de ter participado do ataque contra os médicos. Ele estava no veículo localizado na Gardênia.

Taillon, miliciano alvo dos traficantes e o médico Perseu O CRIME Diego Ralf Bomfim foi um dos quatro médicos ortopedistas baleados na madrugada desta quinta-feira em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele e dois médicos morreram e um está internado. O alvo dos executores seria Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, miliciano que pode ter sido confundido com um dos médicos executados na orla da Barra da Tijuca. Taillon acabou de ganhar liberdade.

O criminoso foi preso em dezembro de 2020, numa operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio. Em março deste ano, foi colocado em prisão domiciliar pela Vara de Execuções Penais e, em setembro, conseguiu liberdade condicional.

A principal linha de investigação do ataque a tiros é que os quatro médicos foram baleados por engano – três morreram e um está hospitalizado. Taillon, miliciano da região de Jacarepaguá que se parece com uma das vítimas, o médico Perseu Ribeiro Almeida.

O endereço de Taillon é justamente na Avenida Lucio Costa, a mesma do quiosque onde ocorreu o crime. A polícia investiga se uma pessoa viu o grupo sentado e informou aos assassinos.

Na imagem da câmera de segurança, é possível ver um dos atiradores voltando para conferir o Perseu, já baleado.

Testemunhas contaram ainda que os bandidos nada falaram. Foram pelo menos 20 disparos. Diego morreu no Hospital Lourenço Jorge após ser socorrido. O médico era especialista em reconstrução óssea pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A irmã do médico, Dayane Bomfim, relatou que o irmão estava na melhor fase profissional da vida dele. O médico ortopedista era especialista em reconstrução óssea pela Universidade de São Paulo (USP). “Estava todo feliz porque tinha conseguido comprar o apartamento dele. Estava na melhor fase da vida dele, profissionalmente falando. Ia noivar. Ele era uma pessoa muito boa, já tinha operado muitas pessoas sem cobrar nada, era um menino alegre, divertido, extremamente inteligente”, disse Dayane. O empresário Guilherme Germiniani Cipullo, de 37 anos, era amigo de Bomfim desde o ensino médio, quando estudaram juntos em dois colégios particulares de Presidente Prudente, e afirmou que se viam mensalmente, “ mantivemos a amizade depois de todos estes anos”. Ele também relatou que conversou, na noite desta quarta-feira (4), com o médico por um aplicativo de mensagens, quando Bomfim havia chegado ao Rio de Janeiro. “Conversamos ontem à noite pelo WhatsApp, quando ele chegou ao Rio de Janeiro. Mandou a foto do hotel em um grupo de amigos… Estava tudo normal”, disse Cipullo. O empresário ainda relatou que foi informado do assassinato de Bomfim por um outro amigo, que também é médico, na manhã desta quinta-feira. “Apenas boas lembranças, uma pessoa que dificilmente brigaria com alguém”, relembrou o amigo do médico. "ESTOU EM CHOQUE" A médica psiquiatra Marcelle Cardoso, que era amiga de Diego Bomfim, com quem cursou medicina em Presidente Prudente, fez uma publicação em rede social desabafando sobre o sentimento após a morte do amigo. "É inconcebível o que está acontecendo. Eu não aceito. Eu não entendo. Não é justo. Eu estou com muita raiva de tudo. Hoje passei o dia lembrando dos momentos que passamos juntos. São tantos! Estou em choque. Estou paralisada. Meu coração dói! Eu amo tanto você... Não podia ser assim", desabafou Marcelle.





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