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  • Agência Brasil

Médico que tomou duas vacinas diferentes da Covid-19 e virou polêmica é alvo de investigações


A Prefeitura de Assis (70 quilômetros de Marília), abriu investigação contra o médico Oliveira Pereira da Silva Alexandre (formado pela Famema, em Marilia) por ter tomado, de modo irregular, duas vacinas contra o coronavírus produzidas por laboratórios diferentes. O caso também deve ser investigado pelo Ministério Público Estadual.

O profissional de saúde confirmou que se imunizou com a CoronaVac e, dias depois, com o composto preparado pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. O caso repercutiu depois que o médico gravou um vídeo nas redes sociais para justificar sua decisão.

"Veja bem, lembra que eu falei pra vocês que eu tomei duas vacinas? Eu tomei a CoronaVac e, por minha conta, eu tomei da AstraZeneca, isso não pode", contou ele, em gravação que foi apagada no YouTube. "Então nós temos estatística que 49% da CoronaVac seria eficiente contra os vírus. Então eu tomei, o governo deu e mandou, e quem pode manda, e quem tem juízo obedece. Porém, a nossa Unimed conseguiu a AstraZeneca que, até o momento, parece ser a melhor vacina. Agora tem a da Johnson & Johnson, que parece ser melhor, mais efetiva. Dose única com quase 100% de efetividade. Eu tomei a da AstraZeneca também com seis dias de diferença e graças a Deus não tive efeito colateral nenhum", detalhou o profissional, confessando a irregularidade.

A Prefeitura de Assis confirmou que ele tomou a dose da CoronaVac, distribuída gratuitamente para a população, no dia 29 de janeiro, no Hospital Regional, e na condição de servidor público que trabalha na linha de frente do combate ao coronavírus.

A segunda dose, que ele tomou de forma irregular, foi aplicada no dia 02 de fevereiro, como profissional da Unimed, que montou um posto de vacinação para a rede particular. A Secretaria de Saúde de Assis mostrou indignação com o caso e já notificou a situação para a Vigilância Epidemiológica do Estado e ao Departamento Jurídico da Prefeitura para que sejam tomadas as providências legais.

Segundo a secretaria, o caso somente foi possível por instabilidade do sistema Vacivida, que monitora os vacinados no Brasil todo e que não indicou nenhum problema quando Oliveira se vacinou pela segunda vez com poucos dias de diferença. "A atitude do médico nos causa indignação, pois ele usou de uma falha no sistema para receber a primeira dose de duas vacinas diferentes, o que não é recomendado nem pela Organização Mundial de Saúde e nem pelo Plano Nacional de Imunização. Um médico que recebe duas doses representa uma dose a menos para um cidadão. O Estado e a Prefeitura devem acioná-lo pelo que fez", declarou a secretaria em nota.

Já a Unimed alega que "não havia como saber que o dr. Oliveira já havia sido vacinado" e que acionou o departamento jurídico para avaliar o caso. "Não havia como saber se o Dr. Oliveira havia sido vacinado porque o nome dele estava na lista por ter manifestado o interesse em se vacinar, o que foi feito. A Unimed já acionou seu Departamento Jurídico e está fazendo uma revisão do quadro estatuário para tomar a providências adequadas em relação a esse caso", declarou a empresa em nota.




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