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  • J. POVO- MARÍLIA

MAC, uma trajetória de 80 anos fazendo a paixão do futebol em Marília


MAC, Tigrão, Alvi Celeste...O Marília Atlético Clube completa 80 anos neste 12 de abril. Com uma torcida apaixonada, camisa forte e respeitada no Brasil, a tradição do Clube rompe barreiras.

São décadas de história e tradição por onde passaram centenas de atletas, técnicos, desportistas, dirigentes e colaboradores, além de torcedores que viveram e seguem por gerações a paixão pelo futebol através do Clube.

Atualmente na Série A3 do Campeonato Paulista, o Tigrão é reconhecido também como celeiro histórico de revelações de jogadores que foram para os chamados grandes clubes do futebol brasileiro.

O Clube foi fundado em 1942 pelo dentista Benedito Alves Delphino, com o nome de Esporte Clube Comercial , usando as cores vermelho e branco e teve como primeiro presidente o farmacêutico Guido Rossini.

Na época da fundação do Clube, eram disputados campeonatos amadores da cidade e os promovidos pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Em 1943, o Comercial conquistou o título do Campeonato Amador de Futebol Regional, promovido pela FPF.

Já em 1947, o clube em Assembleia Geral Extraordinária, houve a mudança de nome de Esporte Clube Comercial para Marília Atlético Clube, com as mesmas cores, que viriam a se tornar azul e branco em 1970.

O MAC se tornou uma agremiação profissional no dia 7 de agosto de 1953, com inscrição na Federação Paulista de Futebol, substituindo a Associação Atlética São Bento, que capengava e voltou a ser uma equipe amadora.

Em seu primeiro jogo como clube profissional, o MAC bateu o Rio Claro em um amistoso por 3 a 1, no Estádio Bento de Abreu, no dia 7 de setembro de 1953, ano em que disputou o Campeonato Paulista da 2ª Divisão 1953/54.

Na estreia, no dia 29 de novembro, o time enfrentou aquele que seria seu maior rival, o Noroeste de Bauru. A partida terminou em 0 a 0.

Fez uma boa campanha, chegando à fase final, onde seis equipes (MAC, Noroeste, América, Bragantino, Paulista e Ferroviária) jogavam entre si em turno e returno, e o campeão conquistaria a vaga para o acesso à elite do Paulistão da próxima temporada. Após três rodadas, o Noroeste liderava com seis pontos, seguido pelo Marília que estava com cinco, sendo que o jogo da 4ª rodada seria o confronto entre os dois times, no estádio Bento de Abreu em Marília, em 18 de abril de 1954, apitado pelo árbitro José Benedito Siqueira.

O MAC sairia na frente no placar, porém o árbitro começou a prejudicar a equipe maqueana (ANOTE ESSA PARTE), até o momento em que o Noroeste conseguiu virar a partida para 2 a 1, placar final do jogo. Após o apito final, a torcida maqueana, revoltada com os acontecimentos, invadiu o campo e deu início a uma batalha campal, brigando com os policiais, assim como quebrando as dependências do estádio. A história diz que os torcedores invadiram o vestiário do árbitro e o encontraram escondido dentro de um armário. A partir desse momento o árbitro foi espancado pela torcida. Desmaiado, foi levado para a Santa Casa dado como morto, tamanha foram as agressões. Porém, o saldo do jogo para ele foram três costelas quebradas e algumas escoriações, ficando internado por alguns dias.

Por conta deste incidente, o time foi punido pela FPF com a perda de todos os pontos conquistados, assim como os seus jogos como mandante no decorrer do campeonato seriam disputados na casa do adversário.

O MAC disputou o Campeonato Paulista da 2ª Divisão até o ano de 1957, mas, apesar de boas campanhas, não conseguiu o acesso à elite estadual. Na mesma década, disputou cinco campeonatos estaduais consecutivos e amistosos importantes, alguns no Abreuzão, contra Flamengo-RJ, São Paulo e Santos.

No Paraná, o clube foi campeão de um torneio quadrangular, vencendo o Apucarana (3 a 1) e a Seleção de Londrina (2 a 0) e empatando com o Nacional de Rolândia (1 a 1).

Em 1958, o Clube atravessou uma crise financeira e não participou do Campeonato Paulista da 2ª Divisão, voltando a ser uma agremiação amadora. Consequentemente, o São Bento voltou a representar a cidade no futebol profissional.


O MAC ressurgiu definitamente como Clube profissional em maio de 1970, participando do Campeonato Paulista da 3ª Divisão. O Alviceleste tinha um cão bulldog como mascote. Mas, infelizmente o Marília não passou da 1ª fase do estadual e retornou ao amadorismo.


RETORNO E ACESSO

Na segunda temporada como profissional, em 1971, o MAC sagrou-se campeão do Campeonato Paulista da 1ª Divisão (correspondente hoje à segunda divisão) e se classificou para o Paulistinha, no mesmo ano, que dava acesso à elite do futebol paulista (jogar com os grandes).

Maquinho foi campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1979


DESAFIOS E DIFICULDADES

O Marília permaneceu na elite do Futebol Paulista até 1985, quando, após péssima campanha, foi rebaixado para a Segunda Divisão, junto com o seu arquirrival Noroeste. As dificuldades financeiras enfrentadas pela equipe neste período também foram determinantes para a sua queda. O principal destaque do time nesta época era o ponta-direita Zé Guimarães, jogador que veio a fazer sucesso posteriormente no Sport Club do Recife, e que sempre ficou na memória da torcida maqueana. Em 1987, o clube quase conquistou o retorno à elite estadual, fato que não ocorreu principalmente em um jogo contra a Usina São João, atual União São João de Araras, em arbitragem polêmica de Wilson Wanderley Boschilla, terminando o jogo em empate que beneficiou a equipe adversária.

O seu retorno ocorreu em 1990, com o presidente Hely Bíscaro, onde foi promovido para o chamado Grupo 2 da Primeira Divisão. Em 1992, o atacante Kel foi o vice-artilheiro do campeonato paulista, mesmo ano em que o atacante Guilherme (atual técnico do Clube) foi revelado pelo MAC, sendo vendido à equipe do São Paulo. Em 1993, o clube chegou a disputar o Grupo 1, composto pelos principais times do Estado. Porém, neste mesmo ano, o clube foi rebaixado para o Grupo 2.

Para piorar a situação, em 1994 houve uma reestruturação feita pela Federação Paulista de Futebol nas divisões do Campeonato Paulista. Sendo assim, o grupo 2 transformou-se na atual série A2, equivalente à Segunda Divisão. Logo após, o clube continuou sua trajetória descendente com os rebaixamentos ocorridos em 1994 para a série A3, e em 1996 para a Série B1-A, equivalente à Quarta Divisão do Futebol Paulista. Após 3 anos nesta série, o clube conquistou o retorno à Série A-3 no ano de 1999, após o vice-campeonato na Série B1-A. Na série A3 de 2000, o clube teve uma campanha razoável, não suficiente para o acesso à divisão seguinte.

Um grande jogador na década de 1990 do Marília foi o zagueiro Alemão. O jogador tornou-se um símbolo para a torcida maqueana, devido a sua raça e determinação. Ele iniciou sua carreira no próprio MAC em 1988, e a partir daí esteve presente em todos os acessos conquistados pelo clube no período, assim como nos momentos mais difíceis, como nos anos disputados na Quarta Divisão, encerrando o seu ciclo no clube na campanha de 2002.

DE VOLTA ÀS GRANDES CAMPANHAS

A empresa American Sport, presidida por Luiz Antônio Duarte Ferreira, o popular Cai-Cai, assumiu o comando administrativo do clube no ano de 2001. Neste ano, depois de um péssimo início de campeonato, o time conseguiu terminar a Série A3 do Paulista em 5º lugar. Este campeonato garantia o acesso para a Série A2 somente para dois clubes, mas graças à criação da Liga Rio-São Paulo, foram abertas 3 vagas adicionais de acesso, garantindo para o MAC o acesso à Segunda Divisão em 2002.

Já em 2002, o MAC obteve a conquista o título da Série A2 do Paulista, e de quebra realizando a primeira final de um Campeonato em seus domínios, enfrentada contra a equipe da Francana. Após uma derrota por 2 a 0 na cidade de Franca, muitos já davam o acesso para a Francana como certo. Inclusive o MAC demitiu o técnico, trazendo para a derradeira final o técnico Luiz Carlos Ferreira, o rei do acesso. Porém, com gols de Edu Esídio, Andrei de falta, e Nei Bala, o MAC conquistou a vitória por 3 a 0 no jogo de volta em Marília, garantindo o seu terceiro acesso conquistado em apenas 4 anos. E o melhor de tudo, com um time que encantava, com vários jogadores de destaque no futebol nacional, e que também se destacariam posteriormente, como os zagueiros Grotto e Andrei, o lateral-esquerdo Rossato, os volantes Perdigão e João Marcos (prata-da-casa), o meia Palhinha (jogador do São Paulo da época do Telê Santana), e os atacantes Edu Esídio, Nei Bala e Sandro Oliveira. A cidade parava para assistir os jogos.

No segundo semestre de 2002, coroando o ano, consegue o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro, conquistando o vice-campeonato da Série C dentre os 61 participantes, gerando um imenso destaque em âmbito nacional não só para o time como para a cidade de Marília. Este acesso veio com outra campanha impecável, inclusive com a mesma base de jogadores do título estadual do 1º semestre, com alguns reforços como os meias Romerito e Luizinho Vieira.

Na sua volta à elite do paulistão, em 2003 o MAC obtém uma fraca campanha na primeira fase. A recuperação veio no rebolo (torneio disputado pelos times desclassificados na 1ª fase, visando definir os rebaixados). O clube termina o torneio em 11º lugar, dentre os 21 participantes. Porém o melhor estava por vir.

No segundo semestre de 2003, faria a sua primeira participação no Campeonato Brasileiro da Série B. O técnico Paulo Comelli, leva o time a classificar-se em 7º na primeira fase. Na segunda fase, o clube busca para o comando técnico novamente Luiz Carlos Ferreira, e termina esta fase em 1º do seu grupo, a frente inclusive do tradicional Botafogo, indo para a disputa do quadrangular final junto com o próprio Botafogo, o Palmeiras e o Sport, onde duas dessas equipes alcançariam o acesso à elite do Brasileirão. Mas justo no quadrangular o clube não conseguiu sair-se bem, terminando o campeonato em 4º lugar.

Com mais uma campanha memorável, e um grande time, a cidade parava nos dias dos jogos, lotando o Abreuzão para ver jogadores como o atacante Basílio e o meia Juca, os grandes destaques do time no campeonato.

Em 2004, o time fez uma boa participação no Campeonato Paulista, terminando na 10ª posição, inclusive com uma vitória sobre o Palmeiras pro 2 a 1, com dois gols do veterano atacante Sorato. A classificação para a próxima fase não foi alcançada após o tropeço na última rodada contra o Oeste de Itápolis.

Já no Brasileiro da Série B, o time novamente realizou um boa campanha, com direito a uma histórica goleada por 7 a 1 no Sport, na 2ª rodada do Campeonato, terminando a primeira fase em 6º lugar, mas não conseguiu o tão almejado acesso à elite. Destaque para os atacantes Maurílio, e Wellington Amorim, em seu primeiro ano no clube.

O MAC consegue um bom início no Campeonato Paulista de 2005, chegando a ocupar a 5ª posição, inclusive com uma vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians (que havia acabado de acertar a tão polêmica parceria com a empresa MSI) no Abreusão, gol do centroavante Frontini, destaque do time na competição. No decorrer do campeonato, a equipe do cai de produção, justamente após uma goleada sofrida por 6 a 0 para a equipe do São Paulo, e assim termina o Paulistão em 12º lugar.

Na Série B do Brasileiro de 2005, com a ajuda dos gols de Catanha, Wellington Amorim e Ricardinho, a velocidade de Anaílson e o experiente volante Fernando assumindo o meio-campo do MAC, o time terminou a primeira fase em 2º lugar, ficando somente atrás da equipe do Santa Cruz. Porém, o time não conseguiu a classificação para o Quadrangular Final da competição, ao ser eliminado pelo Náutico e pela Portuguesa. Neste campeonato, ocorre uma das maiores viradas já protagonizadas pelo MAC, onde perdia o jogo para o Guarani de Campinas até os 43 minutos do segundo tempo por 2 a 1, e assim ia dando adeus à segunda fase do campeonato. Mas o time fez dois gols e virou o jogo para 3 a 2, garantindo uma sobrevida.

SUSTOS NO PAULISTÃO E QUAE ACESSO NO BRASILEIRO

Sem dúvidas, o Campeonato Paulista de 2006 foi cheio de emoções para a torcida maqueana. Após uma campanha irregular durante todo o campeonato, o MAC chegou à penúltima rodada praticamente rebaixado, precisando vencer seus 2 jogos e torcer por uma grande combinação de resultados. Nesta penúltima rodada, o MAC fez sua parte, vencendo o já rebaixado Mogi Mirim fora de casa, por 2 a 0. Assim, o time chegava a última rodada na penúltima colocação, torcendo por tropeços da Portuguesa Santista, que jogaria contra o Rio Branco em Americana; da Portuguesa, que enfrentaria o Santos na Vila Belmiro; e do Guarani, que enfrentaria o mesmo Mogi Mirim o qual o MAC havia ganhado na rodada anterior.

Além desses resultados, ele tinha que vencer o São Bento de Sorocaba, resultado que o MAC obteve com 2 gols do artilheiro Wellington Amorim, sendo inclusive um desses gols um gol de placa, após aplicar um chapéu em um zagueiro e driblar o outro, tocando na saída do goleiro do São Bento. Após o final do jogo, eis a surpresa que a torcida maqueana esperava: derrota das duas Portuguesas, e, o mais inesperado, o empate do Guarani em casa com o rebaixado Mogi Mirim por 0 a 0, decretando a saída do MAC da zona de rebaixamento na última rodada. Festa dos torcedores e jogadores no Abreusão pela permanência do time na Primeira Divisão do Campeonato Paulista em 2007.

Passado o susto do Campeonato Paulista, o MAC disputou o Campeonato Brasileiro da Série B, o primeiro com o regulamento de pontos corridos, conseguindo a 9ª colocação. Como destaques, os gols de Wellington Amorim e Fabiano Gadelha, o incansável Fernandão no meio de campo, e também alguns jogadores saídos da base, como o zagueiro Gum, que acabou sendo emprestado ao Internacional de Porto Alegre.

O Paulistão de 2007 também não foi dos melhores para o Marília. Com outra campanha irregular, como por exemplo ganhar do São Bento em Sorocaba por 6 a 1 e logo em seguida perder por 4 a 1 para o Bragantino em casa, a equipe ficou pelo meio da tabela, na 14º colocação.

Para o Campeonato Brasileiro, a equipe traz de volta o técnico Paulo Comelli, e não mede esforços para montar uma grande equipe. Mesmo com a dispensa do grande ídolo Fernando, que retorna ao Santo André, chegam à equipe grandes jogadores, como o lateral-esquerdo Vicente, os volantes Deda, Hernâni e Luciano Santos, o meia Diego e o atacante Leandrinho. Isso tudo somado aos remanescentes Fabiano Gadelha, Wellington Amorim, o goleiro Júlio César, o prata-da-casa Wellington Silva, enfim, uma grande equipe, que precisava demonstrar isso em campo.

E no início conseguiram. Durante o primeiro turno, o MAC permaneceu no G4 durante um bom tempo. O único revés foi a perda de 6 pontos por escalação irregular do zagueiro Leandro Camilo na 3ª rodada. Após algumas rodadas, Paulo Comelli foi para o São Caetano, ficando em seu lugar o auxiliar Jorge Rauli. Com ele, o Tigre alcançou 10 jogos invictos, sendo que desses 10 jogos 9 deles foram vitórias. Essa sequência que foi quebrada com uma derrota em casa para o Coritiba por 2 a 0. Em seguida, Raulli pediu para voltar ao cargo de auxiliar técnico, retornando o técnico Paulo Comelli. E foi aí que o Tigre perdeu sua regularidade, perdendo pontos preciosos dentro do Abreuzão, e consequentemente dando adeus ao sonho do acesso. O mais doloroso para a torcida maqueana foi que na classificação final o MAC ficou apenas 6 pontos atrás do 4º colocado, o Vitória.

Este campeonato marcaria também o último ano da empresa American Sport investindo diretamente no Marília.


REBAIXAMENTO E FIM DOS ESTADUAIS

Em 2008, houve uma verdadeira renovação no elenco maqueano. E o primeiro sinal de que as coisas seriam difíceis veio no Paulistão, onde a equipe escapou do rebaixamento somente nas últimas rodadas. A única luz neste campeonato foi a vitória sobre o então bicampeão brasileiro, São Paulo, por 3 a 2, com grande atuação do meia Camilo.

No Brasileirão, mais uma campanha irregular, de altos e baixos. E apesar de passar o campeonato inteiro fora da zona de rebaixamento, o Tigre acabou entrando nela na penúltima rodada, após uma derrota por 2 a 1 para o Bahia. Na última rodada, o MAC fez o dever de casa, vencendo o Ceará por 2 a 1 no Abreusão, com 2 gols do lateral Bruno Ribeiro, mas não foi suficiente, pois, com a vitória do América-RN sobre o Corinthians em Natal, sendo que o Corinthians disputou o jogo com um time misto de reservas e juniores, o MAC sofreu o rebaixamento para a Série C do Brasileiro. Os únicos destaques do time foi o excelente goleiro Giovanni, oriundo das categorias de base, os volantes João Vítor e João Marcos, também oriundos da base, e o meia Altair, que, apesar de ficar lesionado durante boa parte do ano, realizou boas partidas, como o empate com o Corinthians em jogo disputado em Londrina, onde, segundo o presidente José Roberto Duarte de Mayo, o clube conseguiria maior renda.

No Paulistão de 2009, mais um duro golpe. O clube foi rebaixado para a Série A2 de 2010, mesmo com jogadores como Giovanni, João Vítor, Fabiano Gadelha e Abuda. O consolo foi a partida contra o arquirrival Noroeste pela penúltima rodada, onde o MAC rebaixou o seu rival ao vencer por 3 a 0.

Já na Série C de 2009, o Tigre surpreendeu e fez boa campanha, porém não conseguiu classificar para a segunda fase por 1 ponto, ficando atrás dos gaúchos Caxias e Brasil.

O ano de 2010 começou com muitas esperanças, mas o Tigre não conseguiu boas campanhas. Na Série A2 do Paulistão, apenas o 13º lugar. Destaque para o atacante Leandro Love, vice-artilheiro da competição. Já No Brasileiro, foi montado um time com grandes jogadores, incluindo o goleiro Sérgio, grande ídolo palmeirense, e o atacante Basílio, que veio para encerrar sua carreira no MAC. Porém, com uma campanha pífia, por apenas 1 ponto o Tigre não foi rebaixado, caindo para a Série D a equipe do Gama.

E no primeiro semestre de 2011, mais um rebaixamento para a história do MAC, desta vez da Série A2 do Paulistão para a Série A3 do Paulistão de 2012, com uma campanha pífia que lhe rendeu a vice-lanterna do Grupo 1 da Competição. E durante o campeonato houve uma troca na presidência, onde o dirigente Beto Mayo passou o bastão para o Sojinha, político bastante conhecido na cidade. Porém, após o término do campeonato, após uma eleição muito contestada, o ex-presidente da década de 90 Hely Bíscaro reassumiu a presidência do clube.

O reflexo da desorganização da administração refletiu em campo, onde, na disputa da Série C do Brasileiro de 2011 o time foi rebaixado para a Série D do Brasileiro de 2012, após perder em casa para o Macaé, numa partida cujo resultado foi 6 a 4, e na qual o Marília necessitava apenas de um empate para escapar do rebaixamento. Um importante motivo para este rebaixamento foi a demissão do técnico Edison Só e a presidência de Hely Biscaro, após a primeira derrota do time, e a posterior contratação do técnico Tuca, que veio do futsal. Desta forma, o time, que brigava pela classificação até a 6ª rodada, quando perdeu para o Ipatinga em casa, ficou totalmente desorganizado taticamente, sendo que desta maneira acabou sendo de certa forma uma presa fácil para os adversários.

Na Série A3 de 2012, o time esboça uma reação, depois de vários campeonatos com campanhas negativos, e termina a primeira fase em 6º lugar. Porém no quadrangular da segunda fase acaba ficando em último lugar no seu grupo, que era composto pelo Guaçuano, além dos promovidos Juventus e Grêmio Osasco.

Neste mesmo ano, a equipe participa pela primeira vez do Campeonato Brasileiro da Série D, sendo que, em 26 de agosto de 2012 o MAC deu adeus no momento a competições nacionais, ao empatar com o Cianorte e ser desclassificado da briga ao acesso à Série C. Como a Série D tem seus times classificados de acordo com a posição em seus respectivos campeonatos estaduais, o MAC não conseguirá se classificar para a competição por estar nas divisões inferiores de São Paulo.

A esperança e o Retorno aos Acessos

Na Série A3 de 2013 o tão sonhado acesso veio com uma campanha de recuperação, onde a equipe começou mal o campeonato, mas se recuperou e chegou na última rodada da primeira fase dependendo apenas das próprias forças para se classificar no jogo diante do Taubaté, em Marília. Neste jogo o Tigrão venceu por 2 a 0 e se garantiu na segunda fase.

A segunda fase foi marcada por equilíbrio nos dois grupos, tanto que, faltando uma rodada para o seu término, apenas uma equipe havia conquistado o acesso, e todas as outras ainda estavam na disputa. Porém, para a alegria da torcida maqueana, este único clube a se classificar antecipado era o próprio MAC, ao empatar com a equipe do Flamengo de Guarulhos em casa. Com esse empate, aliado ao empate no jogo entre Independente e Batatais, em 9 de maio de 2013, após 2 anos na terceira divisão Paulista, o Marília A.C retorna para a Série A2.

O RETORNO AO PAULISTÃO

Já no ano de 2014 no retorno a Série A2, o MAC conseguiu fazer uma bela campanha na Série A2 e conquistou o acesso ao Paulistão.

Devido a realização da Copa do Mundo no Brasil, o calendário dos campeonatos estaduais sofreram alterações ficando com período mais curto, por esse motivo o Paulista da Série A2 foi disputado com os 20 clubes jogando entre si apenas em um único turno e ao final das 19 rodadas os 4 primeiros colocados conseguiriam o acesso para o Paulistão 2015.

Em 19 partidas disputadas, o MAC obteve 11 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, marcando 31 gols e sofrendo 18, e com essa campanha conseguiu o acesso na última rodada ficando na 4ª colocação ao vencer fora de casa o Guaratinguetá pelo placar de 2 a 1.

DECADÊNCIA

Em 2015, o MAC fez a pior campanha de sua história no Campeonato Paulista, com treze derrotas e foi rebaixado para a Série A2. Nos anos seguintes, o time capengou muito e amargou vários rebaixamentos seguidos, com diretorias tumultuadas, atolado em dívidas e até "terceirização" para empresa privada (Spring Sports). Nesses rolos todos, o Tigrãoe amargou o rebaixamento para a chamada "Bezinha", a quarta e última divisão do Campeonato Paulista.

NOVA FASE

O MAC começou a ressuscitar em 2017, após o prefeito Daniel Alonso e o advogado Alysson Alex de Souza e Silva assumirem o Clube. Em 2019, o time conseguiu o acesso à Série A3 e o título de campeão da Copa Paulista, que lhe garantia a inédita participação na Copa do Brasil em 2021.

Este ano, o Tigrão respira com chances matemáticas nas quartas de final da A3 e enfrenta o rival Noroeste de Bauru fora de casa, no sábado, após ter perdido por 1 a 0 no jogo de sábado passado, no Abreuzão.

Lembra-se do ANOTE ESSA PARTE lá em cima nesse texto? Pois, é! A diretoria, técnico e jogadores ficaram revoltados com a atuação do árbitro Thiago Duarte, no jogo de sábado passado.

Dr. Alysson Alex, homem forte do MAC













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