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Mais cidades da região quebram Plano SP e autorizam reabertura do comércio e restaurantes

  • Foto do escritor:  J. POVO- MARÍLIA
    J. POVO- MARÍLIA
  • 27 de jan. de 2021
  • 3 min de leitura



Enquanto Marília batalha junto ao Governo do Estado para tentar flexibilizar as regras da Fase Vermelha do Plano SP do governador João Doria - PSDB - (que decretou o fechamento do comércio, bares, restaurantes, academias, salões de beleza e outros setores), cidades da região (também rebaixadas para a Fase Vermelha) avançam e criam regras próprias para permitir a reabertura desses estabelecimentos e amenizar a crise e sofrimento dos comerciantes e prestadores de serviços.

Enquanto eles permanecem fechados, pelo inescrupuloso Plano de Doria, supermercados, lojas de materiais de construção, padarias, farmácias e outros podem ficar abertos. Grandes supermercados como os de Marília, lotados e sem o mínimo de distanciamento social com filas nos setores de açougues, hortifrutis e padarias.

Um projeto de lei de autoria do presidente da Câmara de Marília, Marcos Rezende (PSD), que deverá ser votado na próxima segunda-feira (1°), torna o comércio essencial e permitirá a reabertura do setor aqui na cidade, com as devidas normas sanitárias.

BAURU....E OUTRAS

Primeiro foi Bauru, onde a prefeita Suellen Rosim criou um decreto e autorizou a reabertura do comércio, bares, restaurantes, academias e salões de beleza, entre outros. Tudo dentro das regras sanitárias de combate ao coronavírus. Várias cidades da região de Bauru também adotaram medidas semelhantes.

Agora, outras cidades, como Ourinhos, Paraguaçu Paulista e Santa Cruz do Rio Pardo, também criaram regras próprias, quebraram o Plano SP e permitiram a abertura de estabelecimentos comerciais não essenciais.

DECRETO

A prefeitura de Ourinhos, conforme reportagem do G1, publicou na noite desta terça-feira (26) um decreto que permite o consumo no local em restaurantes, lanchonetes e padarias, apesar da cidade estar classificada na fase mais restritiva do Plano São Paulo.

O documento passa a valer nesta quarta-feira (27) e segue em vigor até 2 de fevereiro. Ao contrário do que determina a fase vermelha do plano de flexibilização da economia por causa da pandemia de coronavírus, que prevê o funcionamento apenas de serviços essenciais, Ourinhos também liberou o comércio em geral, shoppings, academias, salões de beleza, igrejas, entre outros. Segundo o decreto, restaurantes, lanchonetes e padarias poderão atender 20% do público de forma presencial, desde que seguindo as regras para evitar aglomerações. Já os bares só estão autorizados a funcionar através do sistema delivery e drive-thru, de segunda-feira a sábado das 10h às 19h. Apesar da flexibilização, o decreto da prefeitura de Ourinhos proibiu a abertura de casas noturnas, teatros, cinemas, clubes esportivos e recreativos, playgrounds, salões de festas e outros. Também ficou determinada a interdição de lagos, praças públicas, pistas de caminhada e ciclovias. A prefeitura também estabeleceu um "toque de recolher", com restrição da circulação de pessoas em espaços e vias públicas, exceto dentro de seus veículos, da meia-noite às 5h. Também está proibido o consumo de bebidas alcoólicas em qualquer espaço público. A prefeitura também determinou que o retorno das aulas presenciais na cidade, tanto nas escolas públicas quanto particulares, vão seguir as determinações do Plano São Paulo. Quem descumprir as regras previstas no decreto terá que pagar multa de mais de R$ 1 mil e, em caso de reincidência, esse valor será dobrado e haverá a suspensão da atividade pelo período de 30 dias. Santa Cruz do Rio Pardo A prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo informou que vai publicar um decreto nesta quinta-feira (28), autorizando o funcionamento de academias, salões de beleza e do comércio em geral. A cidade também está na fase vermelha do Plano SP. Paraguaçu Paulista Já Paraguaçu Paulista também publicou nesta terça-feira (26) um decreto que libera estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços da cidade para funcionar das 11h às 17h. Além disso, o Comitê de Gerenciamento de Crise decidiu que as instituições de ensino da rede privada poderão retomar as atividades de forma presencial.




 
 
 

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