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  • J. POVO- MARÍLIA

MAIS VAGAS! Índices de desemprego recuam, diz Instituto


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que o desemprego recuou para 13,7% em junho, último mês do trimestre móvel iniciado em abril. O percentual foi atingido depois de ficar em 15,1% em março deste ano. O estudo analisou o desempenho recente do mercado de trabalho, com base na desagregação dos trimestres móveis da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e em informações do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. Segundo a pesquisa, o crescimento recente das contratações tem ocorrido sobretudo em segmentos que empregam mais mão de obra informal. Entre eles, estão o da construção, com alta anual de 19,6%, seguido por agricultura (11,8%) e os serviços domésticos (9%). Outro dado do estudo é que, o aumento do emprego no segundo trimestre ocorreu em todos os segmentos da população, com destaque para a ocupação entre as mulheres (2,2%), jovens (11,8%) e trabalhadores com ensino médio completo (7%). Perspectivas Em entrevista à Agência Brasil, a pesquisadora do Grupo de Conjuntura do Ipea, Maria Andréia Lameiras, explicou que a expectativa é de que o mercado de trabalho continue melhorando. “O que vai puxar a economia nos próximos meses são os serviços e eles são intensivos em mão de obra informal. A gente vai continuar vendo a melhora da ocupação, mas ainda muito em cima da informalidade. Ainda que os dados do Caged, de fato, tenham mostrado um cenário melhor para o emprego formal, eles mostram, por exemplo, que a gente já superou o contingente de trabalhadores do mercado formal do início da pandemia, mas a PNAD ainda não. Pela PNAD, a gente ainda vai ver o mercado de trabalho puxado pela ocupação informal, com uma taxa de desemprego desacelerando lentamente”, destacou. A pesquisadora chama atenção ainda para o auxílio emergencial. Caso o mesmo termine em outubro, sem prorrogação, esses beneficiários ficarão sem renda e terão que voltar ao mercado de trabalho, voltando a pressionar os indicadores. Para resolver essa situação será necessário a criação de vagas em número superior ao número de pessoas que irão tentar voltar ao mercado de trabalho com o fim do auxílio.



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