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  • J. POVO- MARÍLIA

Marília começa a vacinar profissionais da saúde municipal. "Eles não podem adoecer", diz secretário


A Prefeitura de Marília lançou na manhã desta sexta-feira (22), na UBS do Bairro Nova Marília, o Programa Imuniza Marília, referente à vacinação contra a Covid-19. O ato estava programado para o dia 25 (segunda-feira), mas foi antecipado, com foco nos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à doença, aqui na cidade.

O primeiro profissional da saúde pública municipal em Marília a ser vacinado foi a médica Maria Júlia Guimarães Pelegrina.

Dos total de 9.900 profissionais da área, 3.500 devem ser vacinados agora, incluindo funcionários de hospitais, unidades de saúde, P.A Sul e UPA Norte e SAMU.

"Eles não podem adoecer", disse o secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto Júnior.

O Programa Imuniza Marília prevê iniciar a vacinação de idosos a partir do dia 6 de fevereiro. Em seguida, deverão ser vacinados idosos e funcionários dos asilos aqui da cidade, pacientes acamados (Programa Melhor em Casa) e moradores de rua (Programa Consultório na Rua). Isso depende da remessa de mais lotes de vacinas pelo Governo do Estado. Não há previsão de quando devem chegar essas remessas.

"A logística é sigilosa. Só ficamos sabendo que receberemos os lotes de vacinas no mesmo dia em que são enviados", explicou Cassinho.

"EXPLOSÃO DE CASOS EM JANEIRO", CITA O PREFEITO

O prefeito Daniel Alonso (PSDB) participou do ato nesta sexta-feira. Garantiu que não haverá fura-fila da vacina. "Eu gostaria de ser o primeiro a ser vacinado, sou do grupo de risco (cardiopata). Mas a prioridade são os profissionais da saúde, que precisam estar inteiros e saudáveis".

Criticou "politiqueiros que questionam investimentos na saúde". Fazendo uma rápida explanação, disse que forma investidos R$ 250 milhões no setor aqui no Município, em 2020. "Investimos R$ 100 milhões a mais do mínimo que determina a lei. Pagamos os prestadores de serviços e servidores em dia. Criamos e mantivemos 60 leitos de UTIs para a Covid-19, mantendo a média 24 leitos para cada 100 mil habitantes, superando Bauru (12 leitos) e Sorocaba (10 leitos). Ampliamos a rede. A população está sendo bem cuidada e Marília e case em gestão eficiente, com estrutura robusta", garantiu.

Alonso lembrou que quando a epidemia parecia estar chegando ao fim, "veio essa explosão de casos em janeiro", colocando a cidade na Fase Vermelha da quarentena. Atribuiu o fato às aglomerações de festas caseiras, chácaras e grupos no final do ano passado. "A conta chegou agora. E todos nós temos que pagar a conta".

Disse que, com isso, "enchemos os hospitais. Mesmo assim, Marília tem os índices mais baixos do Brasil em casos de coronavírus e óbitos pela Covid-19 entre cidades do mesmo porte. Nossa taxa de letalidade é de 1,29 para cada 100 mil habitantes, Podem pesquisar", desafiou.

Sobre críticas às ações de combate à pandemia, resumiu: "enquanto os cães latirem, vai passar".





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