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  • Da redação e G1

Marília tem mais de 300 crianças registradas sem o nome do pai, durante a pandemia


Levantamentos do Cartório de Registro Civil apontaram que, nos dois anos de pandemia, mais de 300 crianças foram registradas somente com o nome da mãe na certidão de nascimento, em Marília. É maior número desde que os dados passaram a ser computados em 2003.

O número, que representa 5% dos recém-nascidos, também diz respeito aos anos em que registram a menor quantidade de nascimentos no município, que totalizou 3.147 registros em 2020 e 2.903 em 2021. Além disso, os reconhecimentos de paternidade caíram mais de 40% quando comparados a 2019. Em números absolutos, 301 recém-nascidos, em 2020 e 2021, foram registrados com apenas o nome da mãe em sua certidão de nascimento, sendo 149 no primeiro ano de pandemia, e 152 no segundo ano. O maior número desde 2003, quando os dados passaram a ser computados. Outra queda verificada pelos dados dos cartórios de Marília mostra que os reconhecimentos de paternidade sofreram diminuição, passando de 177 atos realizados em 2019 para 152 em 2020 – decréscimo de 14% – e 102 em 2021 – queda de 42% em relação ao ano anterior à pandemia.

NO ESTADO

Já no estado de São Paulo, os dados levantados pelos Cartórios de Registro Civil apontam que, nos dois anos de pandemia, mais de 58 mil crianças foram registradas somente com o nome da mãe na certidão de nascimento. O número representa 5% dos recém-nascidos paulistas e foi registrado no período que compreende a menor quantidade de nascimentos no estado, totalizando 559.614 registros em 2020 e 534.178 em 2021. Os reconhecimentos de paternidade caíram mais de 45% quando comparados a 2019. Nesse sentido, 58.218 recém-nascidos, em 2020 e 2021, foram registrados com apenas o nome da mãe em sua certidão de nascimento, sendo 29.525 no primeiro ano de pandemia, e 28.693 no segundo ano.





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