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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

MARCOS BOLDRIN: Cuidando bem de nossas árvores urbanas


Secretário Marcos Boldrin e árvores urbanas em frente o Íbis Hotel, em Marília


Árvores são criaturas revolucionárias: além dos efeitos ambientais (melhorias na temperatura, na armazenagem de carbono e qualidade da água), ajudam a reduzir o calor urbano, estimulam economias, influenciam relações sociais e impactam culturas.

Modificam o planeta.

Transformam nações. Nomeiam países: Guatemala (significa “montão de árvores” ), Barbuda (Figueira cujo nome científico é “Ficus barbata” ) e Barbados ( formato do tronco de da mesma Figueira). Além, obviamente, da maior identidade do nosso povo (pela exploração e resistência): do “pau-em-cor-de-brasa” , nascemos Brasil.

Convertem cidades: o município de Marília (SP) criou o “Programa Minha Cidade é Verde”, espetacular iniciativa que já fez nascer 03 Bosques - o “dos Ipês Amarelos”, o “das Flores” e o “Bosque dos Pássaros” – garantindo melhor arborização urbana somada a boas práticas e gestão participativa da sociedade civil, alinhadas a Agenda Mundial 2030 (ONU) e cujos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável orientam, dentre outras, ações para proteger o meio ambiente e o clima.

Pode-se mais: potencializar práticas assim com iniciativas complementares.

Entre 2016 e 2018, Berlim perdeu cerca de 7.000 árvores. O motivo: é a cidade alemã mais ensolarada (quase 2.500 horas anuais) e, portanto, sofredora dos efeitos.

Diante disso e em maio de 2020, o CityLAB - órgão municipal berlinense desenvolvedor de projetos para a área metropolitana - lançou a “Gieß den Kiez” (em tradução livre: “Molhe o Bairro”), plataforma online organizadora das regas de cerca de 760.000 árvores da cidade pelos próprios cidadãos, usando mapa interativo com informações sobre cada uma delas e com consultoria profissional em silvicultura urbana sobre os tipos de espécies de árvores que a serem plantadas, a geologia dos locais escolhidos e a manutenção necessária.

Entre os dados, estão os da espécie, idade e necessidades de água (frequentemente até 50 litros por dia), bem como quantas vezes elas foram regadas e em qual período.

O programa é do tipo “código aberto online” , ou seja: facilmente reproduzido por outras cidades, permitindo associar ferramentas gratuitamente disponíveis, tais a sistemas de mapas por geoprocessamento ou GPS (semelhantes ao Google Maps) e serviços meteorológicos de dados públicos.

A plataforma também orienta usuários sobre a irrigação correta e a localização de fontes d’água, minimizando o transporte e apoiando o uso de águas servidas (águas residuais cuja qualidade seja negativamente afetada por influência humana).

Hoje, mais de 2.000 “cidadãos-cuidadores” estão cadastrados e ativos, com cerca de 5.000 árvores “adotadas” e protegidas, permitindo enorme economia à administração pública: calcula-se que o custo por viagem e rega de cada árvore seja de €7,50 que, multiplicados por 5.000 unidades, garantem €37.500,00 (ou aproximados R$235.500,00) poupados. Por rega de todo sistema.

Além disso, ações que resultam em mais natureza preservada; mais cooperação, senso de pertencimento e interação.

Mais educação. Mais saúde.

Ganham nossas cidades. Ganhamos nós, humanos. Ganha toda forma de vida na Terra.

Marcos Boldrin

é Secretário da Administração, Urbanista e Coronel da Reserva






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