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  • J. POVO- MARÍLIA

Marilan reforça segurança após novos ataques e ameaças de anônimas de morte dentro da empresa



A assessoria de imprensa da indústria Marilan encaminhou Nota ao JORNAL DO POVO sobre a matéria divulgada hoje referente aos ataques e ameaças de mortes anônimas no interior da empresa.


Cita que "tomou imediatamente providências para garantir o total acolhimento de seus funcionários" e que "a companhia reforça que a integridade física e emocional de seus colaboradores é e sempre será prioridade, razão pela qual está tomando as medidas para intensificar a segurança".


NOTA DA MARILAN


Marília, 29 de abril de 2022


"Assim que obteve conhecimento do ocorrido em sua unidade de Marília, a Marilan tomou imediatamente providências para garantir o total acolhimento de seus funcionários. A companhia reforça que a integridade física e emocional de seus colaboradores é e sempre será prioridade, razão pela qual está tomando as medidas para intensificar a segurança e o bem-estar em sua unidade. Além disso, a Marilan está avaliando eventuais ações a serem tomadas junto às autoridades competentes".


O CASO


Funcionários da indústria Marilan voltaram a viver um clima de terror. Isso por causa de novas ameaças de morte anônimas escritas em um dos banheiros da empresa.


Em maio de 2019, o JORNAL DO POVO revelou o início de bilhetes com ameaças., ataques e ofensas à direção da empresa, escritas em banheiros.


Na época, a empresa criou uma comissão para investigar o caso. "Somos contra qualquer tipo de preconceito, ato de violência ou tema que firam os valores humanos", cita um comunicado interno da empresa, que vazou nas redes sociais. A comissão "tem o papel de investigar e avaliar estas ocorrências, sendo que todas as providências visando implementarmos ações preventivas e ou corretivas de forma rápida estão sendo tomadas".




Comunicado interno da empresa, em 2019



NOVAS AMEAÇAS


Agora, os manuscritos, com erros de português, citam ameaças de chacina. O clima ficou mais acirrado após a morte de um funcionário da empresa, de 30 anos, que tirou a própria vida na semana passada. Ele enfrentava problemas de depressão após a morte do pai.


O autor das ameças escreveu que vai matar “pessoas aqui de dentro”, começando pelo presidente da empresa. Reclama de condições de trabalho, falta de valorização dos trabalhadores e vítimas fatais da Covid. “Estamos cansados dessa empresa. Nosso parceiro se matou porque estava cansado dessa merda de Marilan, com depressão. Todos nós estamos insatisfeitos. Muitos heróis morreram de Covid. Não tem (sic) valor, final de ano nenhum agradecimento. *** Presidente vai comprar fralda e leite, vale-alimentação para nada. Nós fica (sic) doente desconta […] Estou com depressão igual nosso amigo que morreu. Vou fazer diferente, vou matar pessoas aqui dentro. Depois vou tirar a minha vida e vai morrer primeiro o presidente”, menciona uma mensagem.

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