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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

MEIO AMBIENTE: Fatec de Marília e Projeto Doce Futuro fazem pesquisas científicas com mel


No Dia Mundial do Meio Ambiente, uma boa notícia! A Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Marília e o projeto Doce Futuro executam uma pesquisa com mel produzido na cidade por 20 espécies nativas de abelhas, sem ferrão, de 49 conhecidas no estado de São Paulo.

Por meio da parceria, alunos do curso de Tecnologia de Alimentos fazem análises físico-químicas, microbiológica entre outros testes de laboratório. A Fatec, inclusive, está com vestibular aberto. O resultado vai servir de base para artigos científicos e pode viabilizar a comercialização do mel envolvido nos estudos. O objetivo, de acordo com os pesquisadores, é ajudar a ciência a entender a fundo as propriedades medicinais do mel das abelhas nativas brasileiras, considerado fármaco natural. Segundo a professora Flavia Farinazzi, as análises em amostras de mel recém-coletado e durante o processo de maturação são conduzidas nos laboratórios da Fatec Marília. Os estudos, segundo a docente, "servirão como requisitos de identidade e padrões de qualidade importantes para a garantia de segurança de consumo do mel e como base referencial para sua inspeção". Com isso, pode ser permitida a comercialização oficial do produto, "além da identificação de compostos bioativos presentes no mel nativo importantes por inúmeras propriedades terapêuticas". Os dados coletados servirão ainda para a estruturação de ensaios e outros projetos de pesquisa acadêmica, além da publicação em eventos e revistas científicas, com o intuito de promover e validar o conhecimento. O acordo de colaboração teve início em fevereiro deste ano e não há prazo para encerramento, já que a expectativa é de que as pesquisas sejam expandidas para os derivados do mel, como própolis, cera e pólen.

Há ainda planos para estudo das abelhas nativas na polinização do café, além da conscientização contínua da população sobre a necessidade de preservação das abelhas e o papel vital que desempenham na manutenção dos ecossistemas. Conforme a professora, o projeto começou após contato dos docentes da Fatec com o primeiro mel apolinário público do estado, localizado no distrito de Padre Nóbrega, criado pelo projeto Doce Futuro. Parte da iniciativa envolve a participação dos ambientalistas da entidade, Fernando Garcia e Johnny Thiago Santana, que oferecem ao grupo de pesquisa cursos teóricos e práticos sobre o repovoamento e criação de abelhas nativas. Os membros do projeto também ensinam sobre técnicas de produção, extração e maturação do mel, bem como a importância da conscientização ambiental e da preservação de abelhas nativas sem ferrão. Johnny é um dos idealizadores do projeto Doce Futuro, fundado há dois anos em uma área que até então recebia descarte irregular de lixo. Ele explica que o mel produzido atualmente é doado para instituições de caridade. "Sempre fui um cara mateiro, sempre gostei de explorar as matas e daí veio o interesse pelas abelhas nativas sem ferrão. E sempre passava por aquela área abandonada", detalha Johnny. O ambientalista conta que elaborou um projeto e conseguiu a permissão de uso da área, que é da prefeitura. Agora, ele comemora o crescimento e a visibilidade que sua iniciativa vem ganhando. Recentemente, o Doce Futuro também foi encapado pela Incubadora Social da Universidade de Marília (Unimar). E os planos para o futuro não param, já que está sendo preparado um curso sobre meliponicultura pelo projeto. "Muitos querem criar as abelhas por hobby, mas poucos pensam na alimentação delas. Antes de nós darmos início ao nosso plantel, construímos um viveiro onde produzimos as mudas de árvores específicas para as abelhas", detalha. Com isso, o Doce Futuro também atua no reflorestamento de áreas depredadas, restauração de nascentes e criação de agroflorestas. "Em breve, queremos mais filiados e parceiros nessa missão. Estamos nos estruturando", termina o ambientalista.



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