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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

MALDADE E FRIEZA: Moça que matou a mãe adotiva a facadas foi beber e farrear com amigos após o crime


A Polícia Civil confirmou neste final de semana a veracidade das imagens onde Maria Fernanda da Conceição, de 26 anos, aparece bebendo e dançando em quiosque com grupo de amigos em balneário em Teodoro Sampaio (próximo a Presidente Prudente), após ter assassinado a mãe adotiva, a professora aposentada Aparecida Florentina da Conceição, de 61 anos, com várias facadas na casa onde elas moravam, na cidade do balneário. A idosa foi assassinada um dia antes de seu aniversário.

A moça matou a mãe na madrugada do dia 4 de abril, na frente do filho dela, de 6 anos, Nas imagens da barra no balneário, Maria Fernanda aparece dançando junto a uma amiga e dois homens. As imagens circularam nas redes sociais na semana passada.

Os vídeos foram recebidos pelas autoridades e, segundo amigos de Maria Fernanda, correspondiam ao dia do crime, informação confirmada pela polícia. Conforme o delegado responsável pelas investigações, Edmar Rogério Caparroz, os vídeos ajudaram a desmentir parte da versão que foi apresentada pela moça no momento em que foi ouvida na delegacia.

Em depoimento, ela contou que, depois do crime, pegou o carro da mãe e saiu dirigindo pela cidade sem destino certo, perambulando e preocupada com o que tinha acontecido. “As testemunhas disseram que, na verdade, elas foram convidadas por Maria Fernanda para comparecerem a bares, onde ela ficou bebendo pela manhã, após a prática do homicídio. No período da tarde, permaneceu festejando, ingerindo bebida alcoólica com as amigas no balneário”, informou o delegado. Ainda de acordo com Caparroz, a assassina achou que a mãe poderia estar dormindo, motivo pelo qual não permitiu a entrada das amigas na residência. Informou, ainda, que, além da festa durante a tarde de terça-feira (4), no balneário, existem outros registros de Maria Fernanda em uma choperia da cidade, já à noite. A moça ainda participou de outra festa já na madrugada de quarta-feira (5), em uma chácara próximo ao Balneário Municipal, tudo isso acompanhada do filho, de seis anos. “À noite, ela vai para uma choperia, permanece. Chega a ir por duas vezes à residência da mãe, ingressa na casa, uma primeira vez, ali, para trocar de roupa, e uma segunda vez para pegar uma mamadeira e uns biscoitos para a criança. Apresenta narrativas de que a mãe poderia estar dormindo na sala e impediu que as amigas ingressassem no imóvel, e fecha essa noite do crime permanecendo em mais uma festa nas imediações do balneário e somente no dia seguinte ela relata esse grave crime aos familiares”, explicou o delegado. Os celulares de Maria Fernanda e de Aparecida foram apreendidos e passarão por perícia. O filho da investigada foi entregue ao pai, que mora em outro município, conforme a polícia apurou junto ao Conselho Tutelar.

O CRIME Maria Fernanda foi presa em flagrante no último dia 5 de abril após confessar ter matado a mãe. A vítima, que era mãe adotiva da envolvida, foi encontrada em casa, no dia em que completaria 62 anos. O corpo estava no chão da sala, coberto com um lençol, em estado de decomposição e com marcas de facadas. De acordo com Edmar Caparroz, Maria Fernanda compareceu à casa de uma tia e contou ter matado a mãe a facadas após uma discussão. Incrédulos, os familiares acionaram a Polícia Militar, que foi até o local e encontrou a faca utilizada no crime dentro de um veículo, enrolada em um pano. O Corpo de Bombeiros foi até a casa da vítima, arrombou a porta e a encontrou caída no chão da sala, sem vida. A suspeita foi levada até a delegacia, onde confessou integralmente o crime e foi presa. Em depoimento à Polícia Civil, a mulher disse que na segunda-feira (3), saiu com algumas amigas e deixou o filho, de seis anos, aos cuidados da avó, sua mãe. Ela chegou na residência na madrugada de terça-feira (4) e dormiu no quarto dos fundos. Pela manhã, a mãe teria a acordado antes das 7h, momento em que começaram a discutir por conta de sua chegada tardia. De acordo com a lábia da assassina, a mãe começou a ameaçá-la com uma tesoura e, depois, com uma faca. A filha, então, supostamente desarmou a mãe, empunhou a faca e a golpeou no braço e nas costas. Ela não soube precisar a quantidade de golpes que desferiu. Após o ato, a vítima teria caminhado ferida até a sala, sentou no sofá e tentou pegar o celular para pedir ajuda. Porém, segundo a filha adotiva, “acabou escorregando no meio da sala e ficou por ali”. De acordo com o delegado, o que chamou atenção foi o fato do filho da envolvida estar no local do crime. “Ele estava presente, teria acordado e, possivelmente, presenciou aquela cena de violência e o corpo da avó”, relatou Caparroz. FARRA APÓS O CRIME Durante depoimento, Maria Fernanda contou que tomou um banho, colocou um lençol sob o corpo da vítima e saiu com o filho do local, utilizando o carro da mãe. Ela disse que ficou perambulando na cidade com a criança durante toda a terça-feira (4), mas acabou voltando para casa durante a tarde. No local do crime, ela recolheu a faca e a enrolou em uma fronha de travesseiro. Durante a noite, a mulher estacionou o carro em uma chácara e dormiu. Na manhã seguinte, ela teria ficado com a criança e, na tarde de quarta-feira (5), resolveu confessar o crime aos familiares. Em contrapartida, amigas da suposta autora relataram à polícia que ela mandou mensagem para uma delas pedindo ajuda, mas não quis contar o que aconteceu. Então, elas saíram para beber à tarde e, à noite, a mulher também teria participado de uma festa com amigos em uma chácara, na companhia do filho de seis anos. PRESA EM FLAGRANTE Embora tenha um lapso temporal entre o dia do crime e a comunicação, o delegado responsável pelo caso entendeu que a situação ainda tratava-se de um flagrante. “Ela foi autuada em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e com causa de aumento em razão do crime ter sido praticado em relação a ascendente”, ressaltou. Maria Fernanda foi presa por homicídio qualificado, um crime classificado como matricídio, em que a filha mata a mãe, e encaminhada para o presídio de Tremembé (SP).






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