Morre a menina Valentina, que emocionou Marília na luta contra uma síndrome rara
- J. POVO- MARÍLIA

- 25 de abr. de 2021
- 2 min de leitura

Faleceu em Marília a garotinha Valentina Guidi Gonçalves, de 2 anos e 9 meses, que lutava contra uma doença rara. Ela está sendo velada na Sala 3 do Velório Municipal e será sepultada às 15h. A batalha de seus pais, os policiais militares cabos R. Gonçalves e Denise, em busca de tratamento e cura emocionou a cidade.
Em 2019, o casal iniciou uma campanha nas redes sociais em Marília e região, visando arrecadar recursos para viajar para St. Petersburg, na Flórida (EUA), onde a bebê iniciaria tratamento em um hospital naquela localidade.
Valentina sofria de uma doença progressiva do sistema nervoso, síndrome de Krabbe, uma doença degenerativa muscular.
Aos 11 meses de vida, a menina foi diagnosticada com a doença e vivia uma rotina bastante limitada, não sentava, não andava e não falava. Mas não havia sido sempre assim...
Valentina nasceu em 19 de julho de 2018 totalmente saudável e perfeita. Aos dez meses de vida ela já andava e evoluía no seu crescimento como um bebê normal, sempre muito esperta e sorridente, até os sintomas da doença começarem a aparecer.
Os pais perceberam que Valentina aos poucos entristecia e chorava além do normal. Ela reclamava de dores e qualquer barulho a incomodava demais. Em poucos dias ela perdeu parte da visão, não consegue mais ficar em pé ou segurar objetos, nem mesmo a própria mamadeira.
A vida da linda Valentina ficou comprometida. A família correu contra o tempo para salvá-la, pois a medicina no Brasil estimava que ela não viveria muito após completar dois anos.
Surgiu a possibilidade de realizar um transplante de célula tronco em Pitsburgo, Pensilvânia, nos Estados Unidos e para custear as despesas, a família vendeu camisetas e fez campanhas pelas redes sociais.
Com os recursos, a mãe de Valentina viajou com ela para os Estados Unidos no final de 2019.. Retornaram em janeiro do ano passado, com notícias tristes. Exames detectaram que a doença estava avançada e não foi possível o transplante de medula óssea. O cérebro da menina estava 90% comprometido. "É com muita tristeza e o coração estraçalhado em pedaços que informo que não deu certo", postou Denise, a mãe de Valentina, ao chegar em Marília.









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