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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

Mulher integrante de bando que aplica golpes na região foge de prédio da Justiça antes de audiência


Uma das mulheres que vinha aplicando golpes em idosos em cidades do interior de São Paulo fugiu enquanto estava sob custódia nesta quinta-feira (2), em Bauru. Ela havia sido presa na quarta-feira (1º), em Paulistânia, junto de outras duas pessoas.

Segundo a Polícia Civil, a larápia, de 29 anos, esperava para participar de uma audiência de custódia, no Departamento Estadual de Execução Criminal (Deecrim) da cidade, quando escapou do prédio. Ela havia sido colocada em uma sala destinada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) porque não havia mais celas disponíveis na unidade. No boletim de ocorrência, registrado após a fuga, consta que ela não estava algemada, "pois no momento não cumpria os requisitos legais para que se fizesse a sua algemação", explica o documento. O B.O menciona ainda que um dos advogados presentes no local teria autorizado a mulher a ir ao banheiro. Até a conclusão desta reportagem, a polícia ainda não havia localizado a indiciada. Grupo criminoso Segundo a investigação, a estelionatária agia com outros dois comparsas, uma adolescente e um homem. Elas se passavam por agentes de saúde para entrar na casa das vítimas e pegar cartões, geralmente com as senhas, e trocar por um similar. O maior de idade atuava como motorista da dupla. Com isso, os golpistas faziam compras de roupas e produtos alimentícios. Os idosos só percebiam o crime dias depois. A primeira vítima da quadrilha foi uma moradora de Urupês, de 67 anos, que teve o cartão levado pelos criminosos, que diziam “trabalhar com aumento de aposentadoria”, em janeiro deste ano. O grupo realizou diversas transações financeiras e a idosa teve um prejuízo de R$ 1.800. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha ainda realizou outros golpes nas cidades paulistas de Iacanga, Jaú e Santa Cruz do Rio Pardo. Durante uma tentativa de golpe em Paulistânia, o trio foi identificado por policiais e detido. O homem e a mulher foram presos por furto, associação criminosa e corrupção de menores. A adolescente foi apreendida e entregue a um representante legal mediante a um termo de compromisso do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). A Polícia Civil continua as investigações para identificar se os golpes foram aplicados em mais cidades e a participação de outras pessoas no crime.



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