A Justiça acatou denúncia do Ministério Público Estadual e denunciou ao Tribunal do Júri Popular, a auxiliar de limpeza, Edinalva Teixeira de Souza, de 33 anos, por homicídio contra o companheiro, Diego Honorato Andrade, de 25 anos. Ele foi morto com golpes de faca.
O crime ocorreu na tarde do dia 13 de fevereiro de 2024, no bairro Professora Liliana de Souza Gonzaga, na zona norte de Marília. Edinalva foi colocada em liberdade logo após o flagrante policial, por legítima defesa.
O MP e assistente de acusação pediram a pronúncia da acusada ao tribunal do júri por "dificuldade de defesa da vítima e prova suficiente quanto à autoria e materialidade do delito".
Já a defesa dela requereu a absolvição sumária da acusada, "em razão da presença dos elementos da legítima defesa".
O juiz decidiu pela pronúncia ao Tribunal do Júri por "indícios suficientes da autoria imputadas a ré".
O CRIME
Após o homicídio, Edinalva relatou aos policiais que atenderam a ocorrência ter sido agredida pelo ex-companheiro Diego, contra quem possuía medida protetiva e já havia registrado diversas ocorrências.
Afirmou que Diego chegou dizendo ter esfaqueado outra pessoa e questionando se ela queria fugir com ele e o visitaria na cadeia. Diante da negativa, ele a agrediu com socos e tapas, momento em que ela pegou uma faca para se defender, golpeando-o no tórax e cervical. Diego saiu andando e caiu na cama do quarto ao lado. O corpo foi encontrado em cima da cama, de short, sem camisa e de barriga para cima. Policiais confirmaram ter atendido outras ocorrências de agressão envolvendo o casal.
A acusada relatou ainda que o relacionamento com o ex-companheiro era perturbado quando ele usava drogas, relatando episódios anteriores de violência incluindo tentativa de atear fogo nela grávida e agressões. Informou que ela possuía medidas protetivas, mas eles se encontravam frequentemente. Edinalva havia parado de usar drogas na época dos fatos.
A acusada declarou ainda ter esfaqueado Diego anteriormente quando ele tentou enforcá-la.
Comentários