Uma agente de saúde de 46 anos foi presa pela Polícia Militar no começo da noite desta quinta-feira (28), após resistir à prisão em uma residência na Rua João Marcassa, Bairro Nova Marília.
Policiais militares relataram que durante operação policial denominada “Operação Adaga”, voltada ao cumprimento de mandados de prisão, dirigiram-se a endereços vinculados a um indivíduo de nome Leonardo, havendo informação de dois possíveis locais de residência.
Afirmaram que uma equipe deslocou-se a um endereço, enquanto a outra guarnição dirigiu-se a outro endereço, onde localizaram, em frente ao imóvel, a mulher acusada, na companhia de terceiros.
Ao ser abordada e solicitada a fornecer sua identificação, ela recusou-se injustificadamente a informar seus dados, mesmo após reiteradas solicitações da equipe policial, que agia no exercício regular de suas funções.
Diante da recusa, os policiais informaram à abordada que sua conduta caracterizava, em tese, o crime de desobediência. Neste momento, ela adentrou rapidamente o imóvel e disse "vai tomar...", sendo acompanhada pela equipe.
Ao perceber que seria contida, correu para o interior da residência, refugiando-se no banheiro, onde passou a resistir ativamente à abordagem, desferindo chutes e se debatendo, sendo necessário o uso de força moderada para contê-la e algemá-la, inicialmente com as mãos à frente. Após contida, foi conduzida para fora do imóvel, sendo-lhe dada voz de prisão pelos crimes de desobediência, resistência e desacato, uma vez que, durante toda a ação, proferia xingamentos contra os policiais.
Ao ser colocada no "chiqueirinho" da viatura, a mulher passou a se debater intensamente, desferindo chutes e socos contra a estrutura do veículo, vindo a danificar o vidro traseiro.
Ainda conseguiu retirar as algemas, sendo novamente contida pela equipe, que, diante da persistente resistência e risco à integridade física da própria conduzida e dos policiais, fez uso de meios adicionais de contenção, inclusive imobilização com faixa, amarrando mãos e pés, a fim de possibilitar o transporte seguro em outra viatura.
Consta que, durante a ocorrência, o companheiro dela, um ajudante geral de 42 anos, que inicialmente se mostrava colaborativo, passou a proferir ofensas contra a equipe policial, chamando um dos agentes de “covarde”. Ele recebeu voz de prisão pelo crime de desacato, sendo igualmente conduzido ao plantão policial.
Em decorrência da própria resistência e agitação, a mulher acusada sofreu escoriações leves nas mãos e punhos, sendo encaminhada para atendimento médico na unidade de saúde, onde foi medicada e posteriormente liberada.
Diante dos fatos, a delegada plantonista, Renata Yumi, ratificou a prisão em flagrante da mulher e arbitrou fiança criminal de R$1.621,00, a qual foi paga e a acusada colocada em liberdade.
O companheiro dela, embora tenha proferido palavras ofensivas, foi ouvido e liberado.
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