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  • J. POVO- MARÍLIA

Padrasto confessa que matou a enteada de 9 anos por asfixia. A mãe foi morta antes, a facadas


Fabrício chegando na CPJ em Marília, na noite desta terça-feira


O assassino confesso da companheira Cristiane Arena, de 34 anos, e filha da filha dela, Karoline Vitória, 9 anos, em Pompéia, Fabrício Fabrício Buim Arena Belinato, de 36 anos, passou a madrugada desta quarta-feira (10), na CPJ em Marília e após procedimentos de praxe deverá ser conduzido para o sistema prisional da região, para preservar a integridade física dele.

Em depoimento ao delegado Cláudio Anunciato Filho, nesta terça-feira (9), em Campo Grande (onde foi preso na noite de segunda-feira), Fabrício disse, a princípio, que matou a companheira e a filha adolescente dela, de 16 anos, havia matado a irmã de 9 anos.

"Em seguida, ele admitiu que matou a menina asfixiada com a mão. "Em primeiro momento, ele disse aos policiais que a adolescente teve envolvimento na morte da criança. No entanto, o suspeito me chamou novamente e disse que foi apenas ele e não a moça", afirmou o delegado.

A garotinha foi morta cerca de 25 dias depois porque "ficava perguntando da mãe".

O crime aconteceu em novembro passado, mas foi esclarecido definitivamente no mês passado, após investigações. Os corpos das vítimas foram enterrados no quintal da casa da família, em Pompéia. Cristiane teve que ajudar na abertura das covas.

Uma filha adolescente de Cristiane, de 16 anos, também foi apontada como envolvida no caso, já que ela indicou o local onde a irmã estava enterrada. Segue detida em unidade da Fundação Casa na região. Ela e a padrasto sustentaram em depoimentos anteriores a versão que a mãe teria ido embora de casa, em novembro, porque arrumou um novo namorado. "Muito fria", definiu o delegado, que tratou Fabrício como "um psicopata muito falante".

A polícia apurou, nas versões contraditórias, que Cristiane havia sido demitida da empresa onde trabalhava em Santa Mercedes (próximo a Pompéia) e recebeu uma indenização de R$ 6 mil. Fabrício, que é formado em psicologia mas não trabalhava, foi flagrado por câmeras fazendo saques da conta da mulher em uma agência bancária, em dezembro.

Ao apurar denúncias de cárcere privado, na casa da família em Pompéia, policiais observaram um contra piso feito há pouco tempo e suspeitaram que os corpos das vítimas poderiam ter sido enterrados na própria casa. Isso foi constatado após escavações no local.

Além do duplo homicídio e ocultação de cadáver, Fabrício é investigado por estupro de vulnerável pois teria abusado sexualmente da enteada mais velha há vários anos. Ele confessou que manteve relações com ela após a mesma completar 15 anos, "sempre na ausência da mãe", que trabalhava fora. A PRISÃO

Fabrício foi preso no inicio da noite de segunda-feira (8) quando trabalhava em uma obra na periferia de Campo Grande. Ele estava uniformizado. A polícia chegou até ele após denúncia anônima, já que o caso ganhou repercussão nacional.

O psicólogo confessou o crime de pronto e disse que estava dormindo no próprio carro. Passou por algumas entidades de assistência a migrantes na capital do Mato Grosso do Sul, mas não ficou porque teria que providenciar documentos na esfera policial.

Tentou se abrigar em unidade para drogados, dizendo que tomava medicamentos tarja preta e não sabia de onde estava chegando. Mas também não conseguiu abrigo.

Dias antes de chegar em Campo Grande, ele havia sido flagrado por câmeras de segurança em Bataguaçu (divisa dos Estados de São Paulo e Mato Grosso), após fazer saque em uma lotérica, de valores relativos à pensão de sua primeira mulher, que morreu de câncer.




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