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  • Adilson de Lucca

Pai confessa que matou o filho de seis meses em Marília. Disse que já vinha agredindo a criança e hoje ficou irritado com o choro dela

Atualizado: 2 de mar.


O desocupado Dorival Soares dos Reis Neto, de 29 anos, confessou ao delegado Edner Rogério Ferreira, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Marília, que matou seu filho, o bebê John Soares Dos Reis Oliveira Dias, de seis meses de idade. O crime ocorreu na manhã desta sexta-feira (1°), em um apartamento dos predinhos da CDHU, na zona sul da cidade.

O pai afirmou em depoimento que vinha agredindo a criança há algumas semanas e hoje "ficou irritado" ao ouvir o choro da criança. Havia marcas de mordidas e hematomas pelo corpo do bebê.

Disse que deu vários tapas fortes na cabeça do bebê e outras partes do corpo. Como a criança não parava de chorar ele a levou para o chuveiro e depois a colocou deitada no berço em decúbito ventral.

Dorival falou ainda que após deixar a criança sozinha no quarto, permaneceu assistindo a um filme e somente voltou a ver o filho quando o filme já havia terminado. Ao entrar no quarto da criança, percebeu que ela não respirava.

Diante disso, ele chamou pela cunhada Ariele que reside no mesmo prédio de apartamentos. Ela viu a criança e providenciou o acionamento do SAMU, sendo a criança socorrida ao Hospital Materno Infantil, onde não resistiu aos ferimentos suportados e faleceu em decorrência das agressões físicas que havia sofrido.

Ao tomar conhecimento da morte da criança e das agressões feitas contra ela pelo pai, moradores do condomínio passaram a agredir Dorival. Ele foi salvo de linchamento por policiais militares que atenderam a ocorrência.

Diante da morte da criança e dos anteriores atos de agressão física feitos pelo indiciado, aliado à sua confissão, ele foi autuado em flagrante delito pelo crime de homicídio qualificado (motivo fútil, tortura e recurso de impossibilitou a defesa do ofendido).

Por se tratar de infração penal inafiançável, ele permaneceu preso na CPJ e será submetido à audiência de custódia, neste sábado (2).

Foi elaborada, em apartado, representação para a conversão da prisão em flagrante delito em prisão preventiva.

Familiares de Dorival foram levar medicamentos para ele, à noite, na CPJ.

SEM PERÍCIA E APARTAMENTO DESTRUÍDO

Além de espancarem e tentarem linchar o assassino, os moradores não permitiram perícia técnica no local do crime e destruíram quase tudo no apartamento onde Dorival morava com a esposa, de 23 anos.

Ela foi ouvida na DIG por cerca de duas horas e dispensada em seguida.





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