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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

Peça “Leopoldina: Uma mulher e tantos nomes” debate as várias violências sofridas por mulheres


Obra visa gerar a reflexão às injustiças de gênero que interferem no bem-estar das mulheres


Você já ouviu a expressão “o machismo mata”? Poucas vezes nos questionamos sobre o que está por trás da morte violenta de uma mulher. A palavra feminicídio se refere ao assassinato de mulheres e meninas devido ao menosprezo ou discriminação à condição feminina.

O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial de Feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). O país só perde para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia em número de casos de assassinato de mulheres.

Como forma de promover o debate sobre as constantes violências sofridas pelas mulheres, Marília será palco da peça “Leopoldina: Uma mulher e tantos nomes”. Apresentação acontece em 4 de junho, às 20h, no Teatro Municipal “Waldir Silveira Mello”.

Com elenco principal composto por três intérpretes criadoras com formação em dança movimento terapia, o espetáculo é uma composição artística inédita livremente inspirada na Biografia da Princesa Maria Leopoldina e no livro “Cartas de uma Imperatriz”, escrito por Bettina Kann e Patrícia Souza Lima, historiadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Os relatos escritos, visuais e de movimento corporal dessas mulheres, são transformados artisticamente em composições coreográficas, onde as intérpretes emprestam seus corpos e vozes dando enfoque às questões femininas, desde o tempo de Leopoldina, essa mulher de tantos nomes, validando sua relevância no contexto histórico e político brasileiro por articular a Independência do Brasil, e em contrapartida, estampam a herança patriarcal na produção de violências, reiterando um cenário de desigualdade entre homens e mulheres que perpetua nos dias de hoje.

O Espetáculo “Leopoldina uma mulher e tantos nomes” é uma manifestação artística de dança, música, teatro e poesia, inspirado nas reflexões das crenças e angústias da primeira imperatriz do Brasil e a condição do feminino na atualidade, através da escuta de mulheres e das impressões corporificadas pelo elenco.

“Compreender a violência sofrida pelas mulheres é transcender a análise de histórias pessoais e mergulhar num complexo universo simbólico e cultural, para além de dramas individuais é o objetivo desse espetáculo que busca investigar e quebrar paradigmas. No espetáculo, trazemos a arte por mulheres que expressam o feminino em toda sua concepção, através de seus corpos, num espetáculo de multilinguagem”, destaca Michelly Karin Barboza, fundadora do Instituto Âme de Marília e intérprete criadora do espetáculo.

Com ingresso social, o espetáculo “Leopoldina: Uma mulher e tantos nomes” foi selecionado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) e conta com o apoio da Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura de Marília.


Serviço

Peça “Leopoldina: Uma mulher e tantos nomes”

Quando: 4 de junho

Horário: 20h

Local: Teatro Municipal “Waldir Silveira Mello”

Ingresso Social: R$15,00 + 1 produto de higiene pessoal (O produto deverá ser entregue na entrada do teatro no dia do evento e, posteriormente será doado ao Centro de Referência da Mulher do Município)

Informações: Bilheteria do Teatro ou ligue (14) 99607-6674


Quem foi Maria Leopoldina de Áustria

Maria Leopoldina de Áustria - Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena, foi arquiduquesa da Áustria, a primeira esposa do imperador D. Pedro I e Imperatriz Consorte do Império do Brasil de 1822 até sua morte, também brevemente sendo Rainha Consorte do Reino de Portugal e Algarves entre março e maio de 1826.

É considerada por muitos historiadores como a principal articuladora do processo de Independência do Brasil. O historiador Paulo Rezzutti, autor do livro “D. Leopoldina — A história não contada: A mulher que arquitetou a Independência do Brasil”, sustenta que foi em grande parte graças a ela que o Brasil se tornou uma nação.

Segundo ele, a prometida de D. Pedro abraçou o Brasil como seu país, os brasileiros como o seu povo e a Independência como a sua causa. Foi também conselheira de Pedro em importantes decisões políticas que refletiram no futuro da nação, como o Dia do Fico e a posterior oposição e desobediência às cortes portuguesas quanto ao retorno do casal a Portugal. Consequentemente, por reger o país em ocasião das viagens de Pedro pelas províncias brasileiras, é considerada a primeira mulher a se tornar chefe de estado de um país americano independente.


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