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  • J. POVO- MARÍLIA

Pedido abusivo de novo reajuste das tarifas de ônibus para R$ 6,24 em Marília aguarda reunião do SAF


O novo e abusivo pedido de reajuste das tarifas, protocolado em dezembro na Emdurb pelas empresas Sorriso de Marília e Grande Marília, aguarda reunião do SAF (Sistema Auxiliar de Fiscalização do Transporte Coletivo Urbano de Marília). As duas empresas, que prestam péssimos serviços com ônibus lotados e sob riscos em plena pandemia, pedem o mesmo aumento de R$ 3,80 para absurdos R$ 6,24, ou seja, 64% de reajuste contra uma inflação de 4,52%, divulgada hoje (12) pelo IBGE. No mais recente aumento as tarifas de ônibus em Marília (uma das mais caras do Estado) subiram de R$ 3 para R$ 3,80 em uma só paulada.

"Estamos analisando a forma mais segura de reunir os membros do SAF", disse o presidente da Emdurb, Valdeci Mendes de Oliveira, ao JP. O Sistema conta com 11 representantes de vários segmentos da sociedade.

O quórum necessário para a reunião, que poderá ser presencial e com sistema remoto, é de pelo menos seis membros. "Desejamos que todos compareçam", comentou Valdeci. A convocação deles será feita por ofício, telefonema ou e-mail. "Estamos analisando, assim como um ambiente de segurança", afirmou.

O SAF emite um parecer sobre o pedido das empresas, que em seguida é remetido à Procuradoria Jurídica da Prefeitura e depois vai para decisão final do prefeito Daniel Alonso (PSDB). Várias cidades já decretaram reajuste zero para tarifas de ônibus, em razão da crise econômica e social provocada pela pandemia do coronavírus.


Valdeci Fogaça, presidente da Emdurb

MONOPÓLIO DESCARADO

As duas empresas protocolaram pedidos de aumento de tarifas idênticos. Isso, apesar de fazerem itinerários e regiões diferentes da cidade. A Sorriso corre as Zonas Sul, Leste e parte da Zona Oeste (Campus Universitário), enquanto a Grande Marília faz as Zona Norte e parte da Zona Oeste (região do Jardim Bandeirantes, Shopping e o Distrito de Padre Nóbrega).

Ou seja, têm trajetos e número médio de passageiros transportados diferentes, mas cobram o mesmo preço de tarifa, caracterizando monopólio.

Sobre essa questão, o presidente da Emdurb disse que "não dá para fazer um pré-julgamento. O SAF pode analisar isso para se chegar à uma opinião".

A tal licitação para o transporte coletivo urbano em Marília, concluída em 2013, manteve o nocivo monopólio de seis décadas da Empresa Circular, mas a partir de então disfarçado com duas empresas.


Decisão final sobre novo reajuste ou não das tarifas de ônibus será do prefeito Daniel Alonso

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