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Pedreiro é preso com arma falsa e ameaças contra a companheira. Primeiro dia da DDM 24 horas em Marília teve três flagrantes

Adilson de Lucca
há 15 horas
2 min de leitura

No primeiro dia do plantão 24 horas da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), nessa terça-feira (14), foram registrados três flagrantes. Entre eles, um pedreiro de 55 anos foi preso por ameaça psicológica contra a companheira, uma manicure de 45 anos, na zona sul de Marília.

A vítima acionou a Polícia Militar e relatou que mantém relacionamento com o acusado há aproximadamente seis anos. Informou que residiam em um apartamento situado no Residencial Casa Blanca e que recentemente passaram a morar em uma residência localizada no bairro Nova Marília, em razão da necessidade de um imóvel maior, tendo em vista que está cuidando de uma tia acamada, permanecendo diversos pertences pessoais no apartamento anterior, incluindo roupas, calçados e documentos.

Relatou que solicitou ao companheiro que a levasse até o apartamento para retirar alguns de seus pertences, porém ele se recusou.

Em seguida, pediu que lhe entregasse a chave do imóvel para que pudesse buscar os objetos necessários, recebendo nova negativa. Diante da situação, iniciou-se uma discussão entre o casal.

Segundo a vítima, durante o desentendimento, o pedreiro se alterou emocionalmente, passando a proferir diversos xingamentos e ofensas, chamando-a por termos pejorativos e fazendo acusações de traição, em razão de conversas que encontrou em seu aparelho celular com um ex-namorado, as quais, segundo a vítima, mantinham caráter apenas amistoso. Relata ainda que o autor quebrou um vaso de flores, demonstrando comportamento agressivo. A vítima informou que, em ocasiões anteriores, durante discussões, o companheiro chegou a afirmar que tinha vontade de “descarregar” uma arma em sua cabeça.

Disse que ele possui um simulacro de arma de fogo, o qual foi apreendido nos autos, e que já o ouviu comentando com terceiros que tal objeto poderia causar ferimentos.

Diante da recusa do companheiro em permitir o acesso ao apartamento e das ofensas sofridas, a vítima informou que acionaria a polícia, ao que o homem respondeu que ela poderia fazê-lo.

A comunicante então realizou ligação telefônica inicialmente para solicitar orientação sobre a situação, ocasião em que houve o acionamento da equipe policial. A vítima esclareceu que não sofreu agressões físicas, restringindo-se os fatos às ofensas verbais, acusações infundadas, comportamento agressivo e danos a objetos da residência.

Solicitou medidas protetivas.

Em seu interrogatório o acusado declarou que teria proferido xingamentos contra a vítima, mas que não teria se utilizado do simulacro para realizar ameaças e nem utilizado do cachorro como forma de manipulação.

Diante do contexto de violência doméstica revelado nas declarações da vítima, e, em especial, em virtude do impedimento em retirar seus bens da residência o delegado Bruno Paniz decidiu pelo flagrante de delito, como incurso no crime de violência doméstica e familiar contra a mulher, e representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva, bem como apreensão do simulacro.


 
 
 

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