top of page

PEÇAS DE MUSEU: orelhões vão sumir da paisagem urbana, em Marília

  • Adilson de Lucca
  • 17 de jan.
  • 2 min de leitura

Eles já foram parte inseparável da paisagem urbana e da rotina da população. Os orelhões, espalhados por esquinas, praças e calçadas, eram mais do que simples telefones públicos funcionavam como pontos de encontro, de emergência e, muitas vezes, de esperança. Sob aquelas conchas coloridas, cabiam notícias urgentes, ligações rápidas para casa, recados apressados e até despedidas silenciosas.

A última ficha, no entanto, caiu com o encerramento das concessões do serviço de telefonia fixa das cinco operadoras responsáveis pelos orelhões, as empresas deixam de ter a obrigação legal de manter esses equipamentos em funcionamento. A mudança acelera o desaparecimento de um símbolo nacional que já vinha perdendo espaço há anos.

A partir deste mês de janeiro, cerca de 30 mil estruturas de orelhões começam a ser retiradas de ruas e avenidas em todo o país. Em contrapartida, as concessionárias passam a direcionar investimentos para a ampliação das redes de internet banda larga e de telefonia móvel. Apenas em localidades onde não exista qualquer outro serviço de telefonia os aparelhos poderão permanecer, e mesmo assim de forma provisória, com prazo máximo até 2028

Retirada acontece gradualmente em todo o país

O processo de retirada teve início em 2019, quando o país ainda contava com aproximadamente 810 mil telefones públicos. Atualmente, somando equipamentos danificados e ainda operacionais, restam cerca de 78,5 mil. A operadora Oi, por exemplo, ainda é obrigada a manter o serviço em 10.650 localidades espalhadas por 2.748 municípios, onde atua como única fornecedora. Caso surjam novos prestadores nessas regiões, a exigência deixa de existir e os aparelhos podem ser removidos.

De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o maior número de telefones públicos remanescentes está nas regiões Sudeste e Nordeste, seguidas por Sul, Norte e Centro-Oeste. A agência também informa que não há mais produção de cartões telefônicos e que os pontos de venda desse produto são praticamente inexistentes. Por isso, quando não houver cartão disponível, os orelhões devem permitir chamadas locais e nacionais para telefones fixos de forma gratuita.

Apesar dos números oficiais apontarem dezenas de milhares de equipamentos ainda registrados, pouco mais de 2 mil orelhões continuam efetivamente visíveis e instalados em vias públicas pelo país. A Anatel mantém em seu site uma relação com os endereços onde esses aparelhos ainda podem ser encontrados.


 
 
 

Comentários


bottom of page