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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

PM atingido por tiros após apreender veículo em blitz na região tem alta. Agressor morreu baleado


O soldado da Polícia Militar, Fábio Hatschbach Capuano, de 35 anos, que foi baleado em uma troca de tiros em Iepê e internado no Hospital e Maternidade de Rancharia, recebeu alta hospitalar.

O militar foi alvejado pelo mecânico Fernando Paiano Gerônimo, de 37 anos, que possuía registro legal de arma de fogo junto Exército como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e morreu depois de ser atingido por disparos feitos em legítima defesa pelo cabo Fábio Vieira do Nascimento, de 45 anos. O soldado, que foi atingido na cabeça e na mão, estava se recuperando no local depois de passar por uma cirurgia. O delegado Carlos Henrique Fernandes Gasques, responsável pelo caso, explicou que a Polícia Civil, "por ora, as oitivas da esposa de Fernando (mecânico) e de seu amigo que tentou convencê-lo a não retornar ao local (onde ocorreu a troca de tiros). Estamos. aguardando retorno dos laudos periciais e analisando as imagens de câmera", concluiu o delegado.

O mecânico Fernando Paiano Gerônimo, que atirou nos policiais O CASO O mecânico Fernando morreu na madrugada do dia 8 de abril, após trocar tiros com os policiais militares. De acordo com a Polícia Civil, a vítima teve o carro apreendido por falta de licenciamento, durante uma blitz de trânsito, e atirou contra os agentes, que revidaram. O soldado da Polícia Militar Fábio Hatschbach Capuano foi atingido na cabeça e na mão pelo motorista. Conforme o Boletim de Ocorrência, dois policiais abordaram um carro durante um bloqueio de trânsito na Rua São Paulo. Ao consultar no sistema, os agentes constataram que o licenciamento do veículo estava vencido desde o ano de 2019 e, portanto, apreenderam o carro. Enquanto aguardavam a chegada de um guincho para recolher o automóvel, aproximadamente 1h30 depois da abordagem inicial, o motorista aproximou-se a pé do local da blitz e efetuou um disparo de arma de fogo contra um dos policiais, que fiscalizava uma motocicleta no momento. O cabo Fábio Vieira do Nascimento, que estava dentro da viatura preenchendo um relatório no momento, disse não ter visto quando o homem aproximou-se do local, porém, ouviu o “estampido”. Em seguida, o policial atingido disse algo para o cabo, que avistou o parceiro ferido por um tiro. O condutor do carro apreendido começou a disparar contra o cabo, que revidou os disparos. Ainda conforme o boletim, em determinado momento, o homem parou de atirar. Ao se aproximar, o policial avistou que o motorista havia sido atingido e “neutralizado”. Pouco tempo depois, a esposa do homem baleado chegou ao local e avistou a cena. A vítima chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Municipal de Iepê, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A arma utilizada pelo motorista, uma pistola de calibre 9mm, foi apreendida. Assim como também foram apreendidas as duas pistolas de calibre .40 que eram utilizadas pelos policiais militares. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial, em relação à morte de Fernando Paiano Gerônimo, e como dupla tentativa de homicídio qualificado, por motivo fútil e por ser contra os policiais militares, quanto aos disparos feitos contra o cabo e o soldado. No tocante à conduta do cabo Fábio Vieira do Nascimento, o delegado Carlos Henrique Fernandes Gasques concluiu que "sua atitude está albergada por verossímil descriminante de legítima defesa à injusta agressão contra sua vida e do soldado Capuano, ao repelir a conduta delituosa". Com efeito, ele reconheceu provisoriamente a excludente de ilicitude, ressaltando também a sua apresentação espontânea. RELATO O cabo Fábio Vieira do Nascimento, contou como foram os momentos em que precisou reagir rapidamente para conter o ataque "inesperado" do homem armado. "Posso falar que, no momento, foi tudo muito automático. Na hora em que eu escutei o disparo e ouvi meu parceiro gritando que tinha sido atingido, a primeira reação minha foi me abrigar, para depois conseguir repelir a injusta agressão. Após ter conseguido cessar a agressão, foi que eu consegui voltar até a viatura, pegar meu parceiro, colocá-lo no banco do passageiro e socorrê-lo até o hospital", relatou. O cabo ainda pontuou que, no momento da fiscalização do carro, o mecânico Fernando Paiano Gerônimo teria ficado “um pouco indignado por ter o veículo dele guinchado, porque já estava há alguns anos com o licenciamento atrasado”, mas enfatizou que o homem não havia mencionado nada sobre voltar até o local. “Ele foi liberado e foi embora a pé para a casa dele. Ele não falou que ia voltar e nem fazer nada. Foi inesperado, a gente estava aguardando o guincho chegar para remover o veículo até o pátio", acrescentou. O policial militar ainda explicou que foi foi a primeira experiência profissional dele envolvendo uma ação "desta forma". "Poderíamos, tanto eu quanto o meu parceiro, não estar aqui para estar contando essa história. Fica marcado, porque é algo inesperado, a cidade é pequena. Aqui foi a primeira vez que aconteceu, da forma como aconteceu. Eu e meu parceiro não queríamos este resultado final, porém, para salvaguardar as nossas vidas, não teve outro desfecho. Foi o único jeito de a gente se defender", concluiu Nascimento.

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