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  • Foto do escritor J. POVO- MARÍLIA

Polícia Civil aborta plano de ataque armado de adolescente em escola na região


Adolescente foi rastreada pelo serviço de inteligência americano

A Polícia Civil realizou na última sexta-feira (10), uma operação, após descobrir os planos de uma adolescente de realizar ataque em uma escola em Tupã. A jovem planejava o crime por não suportar mais bullying praticado pelos colegas.

O ataque armado seria uma "comemoração" ao massacre em uma escola em Suzano, no dia 13 de março de 2019.

A primeira operação feita pela Polícia Civil reuniu investigadores do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), de São Paulo e equipes de Tupã. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara da Infância e Juventude de Tupã.

A investigação, que corre em segredo de Justiça, foi iniciada após interceptação de conversas trocadas por adolescentes em redes sociais e foi acompanhada pelo serviço de inteligência americano. Operações semelhantes foram realizadas nos municípios de São José dos Campos e Caçapava.

CONSCIENTIZAÇÃO O Março Laranja busca estimular campanhas educativas e informativas na sociedade para obter a conscientização e a prevenção contra o bullying. Todas as formas de violência escolar violam os direitos fundamentais a educação, uma vez que a prática dessas agressões podem afetar a saúde e o bem-estar das crianças e dos adolescentes, com consequências negativas que podem persistir até a idade adulta.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 40% dos estudantes adolescentes admitiram já ter sofrido com a prática de bullying. O psicólogo clínico do Núcleo de Atenção ao Servidor (NAS), Demétrio Reis, assegura que a constante manutenção de agressões, a vítima poderá ter uma vida afetada drasticamente. “Um dos principais sintomas, é a perda da autoestima, da autoconfiança, podendo desencadear, em alguns casos, a depressão, ansiedade e síndrome do pânico”, explica.

O psicólogo também chama a atenção para situações em que a vítima do bullying transfere as agressões recebidas para outra pessoa do grupo mais frágil, ou seja, ele alvo se torna também um agressor.

Quem faz bullying é uma pessoa que não consegue verbalizar seus próprios conflitos, seus próprios questionamentos e, como consequência, direciona esse estado de confusão a outra pessoa do grupo em forma de ameaça ou agressão. “O agressor quer ser popular, quer obter uma boa imagem de si, quer ter poder e nessa busca ele se satisfaz com o sofrimento do outro. Além disso, deixa de ser alvo”, explica.

Ainda de acordo com o psicólogo Demétrio Reis, os especialistas recomendam que os pais, professores e superiores identifiquem a situação de bullying, pois assim, tenta-se compreender a origem das agressões. “O primeiro passo é a identificação dos adultos nestas situações, o segundo passo, é abrir o campo de diálogo com a vítima e o agressor, incentivando o respeito às diferenças, uma vez que o cuidado deve ser tanto para a vítima quanto para o agressor”, destacou.

Em caso de dúvidas sobre como abordar o tema, as pessoas podem buscar ajuda de um profissional psicólogo(a) em um serviço de saúde ou de ensino superior com oferta de atendimento psicológico.



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