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  • Por Adilson de Lucca

Polícia pede prisão do motorista de caminhonete que provocou acidente e morte de estudante


O delegado Luiz Marcelo Perpétuo Sampaio, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Polícia Civil em Marília, concluiu o inquérito e pediu a prisão preventiva de Luís Paulo Machado de Almeida, de 20 anos, motorista de uma caminhonete Chevrolet S-10, branca, ano 2015, que de forma imprudente, invadiu a pista contrária, colidiu de frente com um veículo VW Polo, prata, ano 2018, conduzido pela estudante de medicina Catarina Mercadante Leite do Canto, de 22 anos, que morreu no local. O delegado (que também responde pelo expediente em Echaporã), mencionou no inquérito que Luís Paulo "estrapolou os limites da imprudência".

Também citou que “testemunhas ouvidas e que presenciaram o acidente revelaram que o autor trafegava com sua caminhonete S10, em pista única de rolamento, no sentido Marília-Echaporã, atrás de um fila de carros, cujos veículos vinham em velocidade reduzida, cujo trecho sinalizado por indicativa faixa contínua vedava a ultrapassagem no local”. O inquérito foi remetido ao Ministério Público Estadual, que decidirá sobre o pedido de prisão.

O acidente foi por volta de 21h de 29 de janeiro (um domingo), na SP-333, próximo a Echaporã. Vídeo gravado por testemunha flagrou a caminhonete transitando em alta velocidade e fazendo ultrapassagens em locais proibidos na Rodovia, pouco antes da colisão. Catarina, que cursava o quarto ano de medicina na Unimar, vinha de Assis, onde morava, para Marília.

O motorista da caminhonete foi ouvido na CPJ em Marília, dois dias depois, disse que cochilou no volante após dirigir horas seguidas sem paradas, de Guará (região de Ribeirão Preto) com destino a Londrina (PR). Após o depoimento ele foi liberado.

Luís Paulo estava acompanhado de um funcionário, no momento do acidente. Ambos saíram ilesos.

"EU QUERO QUE ESSE HOMEM VÁ PRESO"

A empresária Mana Mercadante, de 48 anos, mãe de Catarina, disse em entrevista dias após o acidente que esperava que o motorista que provocou a batida fosse responsabilizado pela Justiça.

Ela afirmou que a filha conhecia bem a rodovia. “Era uma menina muito feliz, era muito querida, muito amada. E esse moço levou ela embora, uma imprudência. Ela ia toda vez para Marília, ela sabia o caminho", conta. "Eu quero justiça, eu quero que esse homem vá preso. Ele não poderia ter tirado a vida da minha filha, da minha filhinha que só me deu alegria." Catarina foi sepultada em Assis, sob clima de muita comoção. “Era estudiosa, lutava por tudo, por justiça, não gostava de ver ninguém fazendo injustiça, preconceito, sempre foi a favor da verdade, da justiça”, completa.




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