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Polícia prende incendiário na região. Casos idênticos aterrorizaram Marília na década de 90

  • Foto do escritor:  J. POVO- MARÍLIA
    J. POVO- MARÍLIA
  • 18 de mar. de 2021
  • 3 min de leitura

Um rapaz que atuava como incendiário em Lins (a 70 quilômetros de Marília) foi preso pela Polícia Civil após destruir três veículos e atacar uma casa. A prisão ocorreu após investigações com imagens de câmeras de monitoramento.

Segundo a Polícia Civil, foram esclarecidos os incêndios em dois carros e em uma caminhonete, ocorridos entre os dias 14 e 16 de março, e o incêndio em uma casa na Rua Floriano Peixoto, que foi destruída pelas chamas no último dia 20.

Bicicleta e objetos utilizados pelo suspeito foram apreendidos em Lins Ao ser capturado, o homem confessou, além dos incêndios criminosos, práticas de furtos e roubos. A polícia pediu a prisão preventiva do homem, que foi decretada nesta quarta-feira (17).

INCENDIÁRIO DE MARÍLIA QUEIMOU 39 CARROS


Um caso de incendiário que ganhou repercussão nacional foi registrado em Marília, em 1997. De fevereiro a outubro daquele ano, foram queimados 50 veículos em diversas regiões da cidade.

A Prefeitura chegou a oferecer R$ 5 mil de recompensa para quem "pegasse" o autor dos crimes. O vigia noturno Manoel Messias acabou sendo preso em outubro daquele ano e confessou ter atacado 39 veículos.

Ele disse que o objetivo era "estimular" seu trabalho, angariando mais clientes. Residente na Zona Sul da cidade. No plantão policial afirmou que "ouvia vozes" para cometer o crime. Ele foi condenado a quatro anos de prisão em regime fechado, e a 14 meses de detenção em regime semi-aberto.

Ele respondeu a 25 processos por incêndios e danos. A PRISÃO

O vigia foi preso quando fazia uma ligação para o plantão policial, identificando-se como o incendiário e anunciando que colocaria fogo em mais dois automóveis durante a madrugada. Surpreendido em um telefone público instalado na avenida Castro Alves, quando ainda falava com o plantão policial, o vigia negou ser o autor dos atentados, disse que estava embriagado e estava apenas passando um trote. Com ele a polícia encontrou um boné vermelho e uma bicicleta azul. E perto do telefone público havia uma sacola com pedaços de estopa, que Messias negou ser sua. Levado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) o vigia continuou negando ser o incendiário, mas o delegado titular, José Carlos Costa, decidiu pedir sua prisão temporária, para aprofundar as investigações, pois, segundo ele, há fortes indícios da participação do vigia nos atentados. Entre as coincidências há o fato de algumas testemunhas terem visto um homem de boné vermelho e uma bicicleta azul fugindo de alguns dos locais onde veículos foram incendiados. Um policial militar chegou a identificar o vigia como sendo a pessoa que ele perseguiu depois de outra ligação anônima feita há algumas semanas para o plantão policial. A prisão do vigia Manoel Messias Martins, casado e morador do bairro Nova Marília, foi feita pelo PM Osvaldo Campanari, que em uma viatura policial fazia rondas preventivas. O policial negou que ele aparentasse estar embriagado. O vigia nao resistiu à prisao e, ainda com o aparelho ligado, disse que estava falando com sua mulher. O PM pegou o fone e confirmou que a ligação era feita com o plantão policial, onde estava de serviço o policial Ananias Carlos dos Santos. Na delegacia, o PM Ananias contou que durante a conversa o vigia identificou-se como o autor dos atentados e prometeu que durante a madrugada incendiaria um Monza cinza na Vila Jardim e um Logus no Distrito Industrial. Manoel Messias disse que há três anos trabalhava como vigia noturno no bairro Jardim Ohara, localizado há poucas quadras





 
 
 

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