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Polícia indicia dois por ataque a travesti com jato de extintor, em Marília

  • Foto do escritor:  J. POVO- MARÍLIA
    J. POVO- MARÍLIA
  • 11 de fev. de 2023
  • 2 min de leitura


A Polícia Civil concluiu o inquérito que investiga o caso da transexual atacada com um jato de extintor de incêndio, na zona norte de Marília, no dia 12 de julho do ano passado. Os agressores filmaram a ação e o vídeo circulou nas redes sociais. Segundo a delegada responsável pelo caso, Darlene Rocha Costa, o inquérito, que indiciou os dois suspeitos de atacar Kelly Fernandes por injúria e ameaça, foi enviado ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que deve decidir se envia ou não a denúncia à Justiça. Conforme a delegada, a polícia reconheceu dois autores que confessaram o crime. Contudo, o motorista do veículo não foi identificado. O celular da dupla foi periciado, com o intuito de localizar conversas com esse motorista, porém nada foi encontrado.

Agressões

No dia do ocorrido, Kelly foi abordada por homens em um carro. No vídeo que circulou nas redes, é possível escutar um dos ocupantes do veículo dizendo “olha que bicha bonita”. A mulher faz sinal negativo com a mão, quando o extintor é acionado contra o rosto. Em seguida, os agressores começam a rir e a xingar Kelly. Em outro vídeo é possível ver os autores do ataque passando novamente no local com gritos de “vai morrer”. Ela registrou boletim de ocorrência na delegacia. Ao g1, Kelly disse que ficou muito abalada.

No relato do BO, além da agressão com o jato do extintor, Kelly conta ter sido atacada, minutos depois, com o arremesso de ovos por integrantes de um segundo veículo. A Polícia procura pelos agressores.

“Foi a primeira violência que sofri com um extintor, mas todo dia passam pessoas de carro xingando e jogando coisas, como ovos e tomates”, lamentou.

“Está sendo muito legal porque nunca tivemos nenhuma oportunidade desse tipo. Estamos sendo muito bem tratadas. Estamos aprendendo muito sobre mercado de trabalho, recursos humanos. É uma vitória um curso cheio de travestis estudando”, disse Kelly.

“Estão abrindo as portas para a gente, estamos saindo da marginalização imposta pela sociedade. Só éramos vistas nos prostituindo e agora estamos ali, estudando e nos preparando para o mercado de trabalho”, completou.




 
 
 

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