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  • J. POVO- MARÍLIA

"Ponto sério e preocupante", diz o secretário Cassinho sobre colapso na saúde na noite de ontem


"Chegamos em um ponto muito sério e preocupante". Esta foi a definição do secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto Júnior, o Cassinho, em entrevista ao JP na manhã deste domingo (10), sobre o colapso (lotação total) dos 56 leitos de UTIs destinados para pacientes com a Covid-19 em Marília. O colapso, cujas previsões vinham sendo intensificadas nos últimos dez dias, ocorreu na noite deste sábado (9).

O primeiro paciente a ser transferido foi um homem de 46 anos. Após passar por atendimento no Pronto Atendimento da Zona Sul de Marília e apresentar dificuldades para respirar, ele permaneceu no local por cerca de 5 horas (das 15h30 às 20h). "O paciente infectado pela Covid-19, asmático, deu entrada no PA da zona Sul por volta das 15h30 deste sábado, com dispneia intensa e esforço respiratório”, cita Nota da Prefeitura de Marília.

Conforme a informação, "o paciente foi conduzido à sala de emergência, onde foram feitas as medicações de resgate. A equipe do PA inseriu prontamente o nome do paciente na Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS), sendo aceito pela Santa Casa de Paraguaçu Paulista às 20 horas. Paciente foi intubado pelo médico plantonista ainda no PA e transportado pela equipe do Samu por volta das 21 horas com destino a Paraguaçu Paulista”.

Cássio Luiz, secretário municipal da Saúde

SISTEMA DINÂMICO

A taxa de ocupação dos leitos de UTIs da Covid-19 em Marília são monitoradas 24h por dia em tempo real pelos hospitais, em sincronia com a Central de Regulação de Vagas (Cross) da Secretaria Estadual da Saúde.

A entrada e saída de pacientes das UTIS de Covid-19 criam situações onde a taxa de ocupação pode estar em 99%, por exemplo, em um determinado momento e cair para 92% logo em seguida.

"Esta semana vivemos mais intensamente a possibilidade do colapso, que ocorreu na noite deste sábado. Imediatamente, todos os operadores do sistema de monitoramento analisaram a situação, Cross detectou a vaga em UTI de Paraguaçu Paulista (a 79 quilômetros de Marília) e o paciente, que estava estabilizado no PA da Zona Sul foi transferido pelo SAMU para aquela cidade", explicou Cassinho.

"Estamos vivendo uma pandemia e o sistema de saúde, ficou muito mais complexo do que já era, exigindo um esforço muito grande das equipes de RH (recursos humanos), administradores e colaboradores que atuam diretamente no controle da Covid-19. A situação exige monitoramento, decisões e ações coletiva a cada minuto", observou o secretário.

Sobre a questão dos pacientes ficarem longe de suas famílias, nos casos de transferências para outras cidades, ele lembrou que em nenhum hospital são permitidos os acessos às ala de UTIs de Covid-19 de familiares ou outras pessoas que não pertençam ao grupo de profissionais do setor. "Ou, seja, mesmo que o paciente esteja internado em Marília, não existe o acesso presencial da família", ratificou o secretário. Os hospitais emitem boletins duas vezes por dia sobre o estado dos pacientes.

Mesmo com o colapso, Marília é uma das regiões mais bem classificadas pela secretaria estadual da Saúde e pelo Instituto Votorantim, quanto ao Índice de Vulnerabilidade Municipal ao coronavírus. Marília aparece à frente de cidades como Bauru (que colapsou em setembro do ano passado) e Presidente Prudente.




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