Mais um protesto ocorrerá em frente a sede da Famema, nesta quarta-feira
Estudantes da Faculdade de Medicina e Enfermagem de Marília (FAMEMA), farão uma paralisação e apresentarão uma pauta de reivindicações, a partir das 13h desta quarta-feira (8), em frente a sede da instituição, na Avenida Monte Carmelo.
O ato foi convocado pelos diretórios acadêmicos Famema, os quais apontam "um processo contínuo de sucateamento, que já compromete a formação dos estudantes e impacta diretamente a qualidade do atendimento oferecido à população, no âmbito do Hospital das Clínicas de Marília".
Os diretórios apontam que, "mesmo diante de uma estrutura mínima, a FAMEMA mantém excelência acadêmica, sendo nota 5 no ENAMED. No entanto, essa realidade é insustentável: a falta de investimentos, de estrutura adequada e de condições básicas de permanência estudantil afeta diretamente a formação de futuros profissionais da saúde - e, consequentemente, a assistência prestada à população, que depende de um sistema público forte e de qualidade".
NOTA
"PARALISAÇÃO ESTUDANTIL NA FAMEMA Os estudantes dos cursos de Medicina e Enfermagem da FAMEMA aprovaram, em Assembleia Geral realizada no dia 26/03, a realização de uma paralisação no dia 08 de abril de 2026.
A mobilização ocorre em resposta a um histórico de demandas não atendidas e à ausência de medidas concretas por parte da gestão institucional diante de problemas estruturais que impactam diretamente a formação acadêmica. Apesar de recentes reuniões com a Direção Geral da FAMEMA, as respostas apresentadas se limitaram a promessas vagas, sem prazos definidos ou garantias de execução. Diante disso, os estudantes compreendem que não é possível aguardar por mudanças que não se concretizam. A paralisação, portanto, é um instrumento que busca por condições adequadas de ensino e permanência.
As pautas da mobilização refletem necessidades básicas e urgentes para a qualidade da formação: - Garantia de alimentação no complexo HC-FAMEMA durante o internato (Medicina e Enfermagem): estudantes em período integral de atividades práticas permanecem longas horas no hospital sem acesso adequado à alimentação, o que compromete sua saúde, bem-estar e desempenho acadêmico. - Manutenção das salas de aprendizagem para estudantes de Medicina: os espaços atualmente utilizados apresentam problemas estruturais, além da proposta de redução para apenas uma sala, o que inviabiliza o adequado desenvolvimento das atividades pedagógicas previstas no currículo. - Disponibilização de salas adequadas para estudantes de Enfermagem: a ausência de espaços apropriados compromete a organização do curso e o processo de aprendizagem, levando, em alguns casos, à realização de discussões de casos em corredores e próximos a pacientes, o que configura situação incompatível com a ética profissional. - Transferência das atividades de laboratórios práticos, de pesquisa e ambulatórios para o complexo São Francisco: a atual organização e localização desses espaços dificultam o deslocamento dos estudantes e prejudicam o acesso adequado às atividades essenciais de formação. - Fortalecimento das políticas afirmativas de acesso à graduação: é fundamental a consolidação e ampliação de políticas de cotas e inclusão, garantindo diversidade e equidade no acesso ao ensino público. - Transparência nos mecanismos de manutenção do corpo docente diante do atual plano de carreira: a instabilidade no quadro de professores impacta diretamente a continuidade, a qualidade do ensino e o vínculo com a instituição. - Estruturação de um campus universitário e implementação de um Restaurante Universitário (RU): a ausência de um campus próprio e de políticas de permanência, como o RU, compromete as condições básicas de vivência acadêmica e permanência estudantil.
A paralisação busca, portanto, não apenas denunciar essas problemáticas, mas exigir compromissos reais, com prazos e medidas concretas. Reafirmamos que a luta é por uma formação digna, estruturada e compatível com a responsabilidade social dos futuros profissionais de saúde formados pela instituição, dando visibilidade a uma situação que afeta não só a faculdade, mas toda a população. Os estudantes seguirão mobilizados até que haja avanços efetivos nas pautas apresentadas.
Diretórios Acadêmicos de Medicina e Enfermagem da FAMEMA".
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