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  • J. POVO- MARÍLIA

Prefeito Daniel Alonso nega reajuste de tarifas e ameaça romper contratos com empresas de ônibus



"Fomos surpreendidos", disse o prefeito Daniel Alonso (PSDB) em live no Facebook, sobre a greve parcial de motoristas da empresa de ônibus Grande Marília, iniciada na manhã de hoje (23). Ele fez a gravação de um gabinete na Cãmara dos Deputados, em Brasília, onde cumpre agenda oficial.

“Isso não é um problema da Prefeitura, muito menos do prefeito Daniel Alonso. Esperamos que as empresas resolvam essa pendência com seus colaboradores e voltem a trabalhar o quanto antes, sob o risco de suspendermos esses contratos e chamarmos uma nova ou novas empresas para trabalharem em nossa cidade”, afirmou.

Alonso disse que a greve dos motoristas por terem recebido salários "picados" este mês "é um problema das empresas com seus funcionários. Das empresas, com suas obrigações, principalmente a de pagar o salário de seus funcionários. Não posso pegar recursos da Prefeitura para ajudar as empresas", disse. Referiu-se a subsídios pagos por prefeituras à empresas de ônibus em alguma capitais.

"Não pode (mais um aumento de tarifas) sair das costas da população. Não posso tirar dinheiro da saúde, da educação, do asfalto, da água, do esgoto e transferir para essas empresas”, justificou.

Os atrasos de pagamentos de funcionários representa mais um capítulo do relaxo das empresas Grande Marília e Sorriso de Marília, que assolam a população com péssimos serviços. A pressão das empresas com greve parcial de motoristas para possivelmente forçar novo e abusivo aumento de tarifas (dos já altos R$ 3,80 para absurdos R$ 6,24) não vai surtir efeito junto à Prefeitura. “Não posso admitir uma tarifa neste valor. A população vem sofrendo muito, desemprego, inflação, a situação está muito difícil. Houve um desequilíbrio por causa da pandemia, mas as empresas estão transportando menos de 50% do que transportavam”, observou o prefeito.

PRESSÃO

A greve ocorre em meio aumento de R$ 3,80 para absurdos R$ 6,24, ou seja, 64% de reajuste. O abusivo pedido de reajuste das tarifas, protocolado em dezembro na Emdurb pelas empresas Sorriso de Marília e Grande Marília, aguarda reunião do SAF (Sistema Auxiliar de Fiscalização do Transporte Coletivo Urbano de Marília). As duas empresas, que prestam péssimos serviços com ônibus lotados e sob riscos em plena pandemia. No mais recente aumento as tarifas de ônibus em Marília (uma das mais caras do Estado) subiram de R$ 3 para R$ 3,80 em uma só paulada.

"Estamos analisando a forma mais segura de reunir os membros do SAF", disse o presidente da Emdurb, Valdeci Mendes de Oliveira, ao JP. O Sistema conta com 11 representantes de vários segmentos da sociedade.

O quórum necessário para a reunião, que poderá ser presencial e com sistema remoto, é de pelo menos seis membros. "Desejamos que todos compareçam", comentou Valdeci. A convocação deles será feita por ofício, telefonema ou e-mail. "Estamos analisando, assim como um ambiente de segurança", afirmou.

O SAF emite um parecer sobre o pedido das empresas, que em seguida é remetido à Procuradoria Jurídica da Prefeitura e depois vai para decisão final do prefeito Daniel Alonso (PSDB). Várias cidades já decretaram reajuste zero para tarifas de ônibus, em razão da crise econômica e social provocada pela pandemia do coronavírus.

RELAXO E RISCOS : Ônibus circulando lotados em Marília em plena pandemia

MONOPÓLIO DESCARADO

As duas empresas protocolaram pedidos de aumento de tarifas idênticos. Isso, apesar de fazerem itinerários e regiões diferentes da cidade. A Sorriso corre as Zonas Sul, Leste e parte da Zona Oeste (Campus Universitário), enquanto a Grande Marília faz as Zona Norte e parte da Zona Oeste (região do Jardim Bandeirantes, Shopping e o Distrito de Padre Nóbrega).

Ou seja, têm trajetos e número médio de passageiros transportados diferentes, mas cobram o mesmo preço de tarifa, caracterizando monopólio.

Sobre essa questão, o presidente da Emdurb disse que "não dá para fazer um pré-julgamento. O SAF pode analisar isso para se chegar à uma opinião".

A tal licitação para o transporte coletivo urbano em Marília, concluída em 2013, manteve o nocivo monopólio de seis décadas da Empresa Circular, mas a partir de então disfarçado com duas empresas.

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