Psicólogo é indiciado por duplo feminicídio e ocultação de cadáver. Ele matou a mulher e a enteada
- J. POVO- MARÍLIA

- 26 de mar. de 2021
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Fabrício matou a mulher, Cristiane e a enteada, de 9 anos
O psicólogo Fabrício Buim Arena Belinato, de 36 anos, foi indiciado pela Polícia Ciivil por duplo feminicídio e ocultação de cadáver, com vária qualificadoras, em inquérito que investigou as mortes de Cristiane Pedroso dos Santos Arena, de 34 anos, e sua filha Karoline Vitória dos Santos Guimarães, de apenas 9 anos, que foram achadas enterradas na casa onde moravam, em Pompéia, no dia 2 de fevereiro. Os trabalhos, sob o comando do delegado Cláudio Anunciato Filho, de Pompéia, foram concluídos nesta quinta-feira (25).
O inquérito foi enviado ao Ministério Público. O crime de feminicídio tem pena que varia de 12 a 30 anos de prisão e a ocultação de cadáver, de um a três anos. NOVO DEPOIMENTO CANCELADO O delegado pretendia ouvir Fabrício, que está preso em Tremembé (SP), virtualmente esta semana, após comprovar contradições entre o depoimento anterior do assassino e laudos periciais. Fabrício declarou que matou a menina de 9 anos asfixiada, mas o laudo da polícia científica apontou traumatismo craniano na criança. A mãe dela foi morta com dois golpes de faca, sendo um deles pelas costas.
O delegado desistiu e colher novo depoimento do acusado por entender que ele já teve a oportunidade de dizer a verdade quando interrogado logo após ser preso, mas decidiu ocultar a verdade.
O CRIME
Cristiane Arena foi morta junto com a filha Karoline Vitória, de 9 anos (ambas enterradas no quintal da própria casa, em Pompéia (30 quilômetros de Marília). Ela ainda foi obrigada a cavar as próprias covas.
É o que comprovaram relatos de vizinhos que disseram ter visto Cristiane carregando terra de dentro da residência para a calçada e batendo massa, por volta da meia-noite e madrugada adentro daquela que pode ter sido a véspera do bárbaro crime. No dia seguinte, os vizinhos viram apenas o então companheiro dela, ó psicólogo Fabrício Buim Arena Belinato, de 36 anos, carregando material usado na concretagem da cova. Para os vizinhos, a casa passava apenas por uma reforma, com novo contra piso e um telheiro.

Covas abertas no quintal da casa e cobertas com cimento (Foto: Portal NC Pompéia)
ADOLESCENTE INDICOU LOCAL DA COVA
A filha mais velha de Cristiane, uma adolescente de 16 anos, foi detida na terça-feira (2) acusada de envolvimento no crime macabro. Foi ela quem indicou o local exato onde havia sido enterrado o corpo da irmã, já que os policiais estavam com dificuldades de localizar a cova no quintal, com apoio de uma máquina retroescavadeira. Como a menina estava de pijama, há suspeita que ela tenha sido enterrada de noite ou durante a madrugada, junto com a mãe.
ENVOLVIMENTO AMOROSO COM A ENTEADA
Familiares de Cristiane também relataram que Fabrício já havia sido flagrado em situações de envolvimento amoroso com a adolescente, inclusive beijando ela na boca e tomando banho juntos. Ele ficava na casa com as duas meninas,. enquanto a mãe delas trabalhava em Santa Mercedes (distante 28 quilômetros de Pompéia).
Familiares da vítima relataram que Fabrício mantinha a esposa e as enteadas em cárcere privado, não deixando elas terem contato com eles. O caso do padrasto com a adolescente chegou a ser denunciado ao Conselho Tutelar de Pompéia.
Há suspeitas que Cristiane teria ameaçado denunciar o caso à polícia, também e por isso teria sido morta junto com a filha menor.
Desde o "sumiço" das vítimas, no final de novembro, a adolescente sustentava que a mãe havia saído de casa com a irmã dela por ter arrumado um novo namorado. Mesma versão de Fabrício. A adolescente negou ter envolvimento amoroso com o padrasto, tratado pelo delegado como "psicopata que fala bem".
"Mas essas alegações não nos convenceram”, disse o delegado Cláudio Anunciato Filho, que comandou as investigações do caso.
ACERTOS TRABALHISTAS
Diligências na cidade de Santa Mercedes, revelaram que Cristiane havia sido demitida de uma empresa de bebidas e recebido R$ 6 de acertos trabalhistas, no final de outubro.
Em dezembro, foram registradas movimentações financeiras em uma agência da Caixa, em Pompéia. Policias tiveram acesso as imagens de circuito interno da agência e constataram que quem fazia os saques era Fabrício, usando cartão de Cristiane.
PRISÃO EM CAMPO GRANDE








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