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QUER SE LIVRAR DA PRAGA DO CIGARRO? Unesp de Marília tem vagas para grupo de pessoas que desejam parar de fumar

Adilson de Lucca
17 de fev. de 2025
2 min de leitura

A Unesp de Marília está com 20 vagas abertas para o grupo de pessoas que desejam parar de fumar (cessação tabágica), que terá início em março.

O tratamento é gratuito e será realizado pelo Centro Especializado em Reabilitação (CEES-CER), na Avenida Higino Muzi Filho, 737, no bairro Mirante.

O programa inclui avaliação completa da função pulmonar, muscular e cardiovascular, além de exames do sono.

Os participantes recebem acompanhamento por um ano, com reuniões periódicas e medicação gratuita para auxiliar no processo. As inscrições acontecem presencialmente no Centro Especializado em Reabilitação, na sede da Unesp.

PERFIL E RESULTADOS

O tabagismo, conceituado pelo consumo de tabaco, caracteriza-se por intoxicação aguda ou crônica decorrente do hábito de fumar e, portanto, necessita de tratamento.

Objetivo:

caracterizar tabagistas atendidos no Programa de Cessação ao Tabaco do Ambulatório de Tabagismo.

Metodologia:

A população constituiu-se com participação efetiva no programa. A coleta de dados, neste caso específico, se processou por meio de questionário elaborado, acrescido do FTDN (Fagerstrom Test for Dependence Nicotine).

Resultados:

A faixa etária predominante (73%) variou entre 31–50anos. Quanto às características gerais dos participantes, 57,2% eram do sexo feminino, 57,6% casados, 54,1% possuíam grau primário de escolaridade; 45,6% procuraram voluntariamente o serviço e 43,3% vieram por indicação médica; 50% recebiam de 2 a 4 salários-mínimos.

No tocante aos problemas de saúde, hipertensão, gastropatias, asma e enfisema pulmonar foram citados por 45,1% dos indivíduos. Dentre os sintomas respiratórios, 86,1% relataram a presença de um ou mais, como tosse, catarro, chiado ou falta de ar.

A maior parte dos pacientes começou a fumar na faixa de 11–20 anos de idade (81,1%). O consumo diário se estabeleceu na faixa de 11 a 20 cigarros (57,9%). Com relação ao tempo de tabagismo, 66,7% encontravam-se na faixa de 11 a 30 anos. Quanto à questão sobre interrupção ao tabagismo, 74,5% efetuaram uma ou mais tentativas anteriores de cessação.

O resultado final do Teste de Fagerstrom revelou que 39% dos pacientes pontuaram com grau elevado de dependência (6-7) e 37,7% resultaram em grau muito elevado (8-10). Dentre os 92 indivíduos que completaram o programa, 35,9% obtiveram sucesso no tratamento, sendo que, quanto aos recursos utilizados, 30,3% escolheram a medicação e somente 3% optaram pela goma de nicotina.

Conclusões:

condição social e grau de escolaridade podem influenciar no tratamento, em termos de compreensão do conteúdo e utilização adequada dos recursos. Confirmou-se a tendência mundial de aumento da prevalência do hábito de fumar entre o sexo feminino. A adolescência caracterizou-se como faixa etária predominante de iniciação, reafirmando o conceito estabelecido no meio científico.

Os fumantes apresentaram maiores valores de prevalência para os sintomas respiratórios, resultado esperado em virtude da condição tabágica e do tempo de tabagismo decorrido. Apesar da pontuação do grau de dependência, os resultados do programa apresentaram-se satisfatórios, provavelmente devido às experiências anteriores de interrupção, que contribuem gradativamente na decisão para mudança de comportamento e, também, em função da utilização adequada dos recursos.




 
 
 

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