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Rapaz é condenado a quase 19 anos de prisão por tentativa de latrocínio na zona norte de Marília

  • Por Adilson de Lucca
  • 12 de set. de 2023
  • 3 min de leitura

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Um rapaz de 24 anos, acusado de tentativa de latrocínio contra um homem de 28 anos, na zona norte de Marília, foi condenado a 18 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado e 8 dias-multa (cerca de R$ 300). A decisão é do juiz Paulo Gustavo Ferrari, da 2ª Vara Criminal do Fórum de Marília e cabe recurso.

O CASO

Conforme os autos, Bruno Henrique dos Santos Martins, foi denunciado como incurso no artigo 157 (roubo) porque em 21 de janeiro deste ano, por volta das 5h30, na Rua Francisco Martineli, Bairro Prolongamento Palmital, zona norte de Marília, mediante violência física, tentou matar Murilo Garcia Scaramuci, de 28 anos, e roubou um aparelho celular da marca “Samsung”, modelo “M22”, uma chapinha, um par de alianças de ouro, diversas bijuterias, um relógio e uma camiseta, bens avaliados em R$ 4.820,00 e pertencentes à vítima. Bruno foi preso três dias depois do crime, no Bairro Santa Antonieta, zona norte e teve decretada a prisão temporária

DISCUSSÃO

A vítima Murilo declarou que na data dos fatos, por volta das 5h00, ouviu uma discussão na frente da sua casa, razão pela qual saiu para ver o que ocorria. Viu que era um casal que argumentava. A partir deste momento não se recorda mais de nada. Permaneceu mais de 15 dias hospitalizado e ainda faz tratamentos para se recuperar das agressões.

CAÍDO NO CHÃO

Conforme a gravação de câmeras de casas vizinhas, Bruno entra na casa por volta das 5h30 e deixa o local às 6h06. Ele retorna para a residência às 6h24, deixa novamente o imóvel em seguida, às 6h30. As imagens registraram também o momento em que a mãe da vítima chega na casa, às 7h05.

Ela declarou que na data dos fatos dormiu na casa da sua mãe, que estava acamada. Quando retornou para casa, pela manhã, encontrou seu filho caído no chão da cozinha, ensanguentado e delirando, pedindo para “deixá-lo”. Os cômodos haviam sido mexidos, especialmente os quartos dela e do filho, estando a porta do guarda-roupas aberta, bolsas sobre a cama e roupas pelo chão, apontando que foram subtraídos objetos de cômodos distintos

Ela pediu ajuda de vizinhos, que acionaram o socorro médico. Ela entrou em contato com seu chefe, narrando o ocorrido e pedindo a sua ajuda. Posteriormente, puderam verificar que a pessoa que havia agredido seu filho subtraiu alguns objetos da casa, tais como joias, semijoias, o celular da vítima, uma “chapinha”, um relógio e óculos de sol.

PANELA AMASSADA

A testemunha Rodrigo Favaro Faria, policial civil, declarou que a mãe da vítima trabalha como babá de seu filho. Na data dos fatos ela ligou pedindo ajuda. No local, a vítima já estava sendo atendida pelo SAMU. Ele acionou a perícia e verificou que na cozinha havia, além de muito sangue, uma panela amassada, que provavelmente tinha sido usada para golpear a vítima. Notou que havia uma câmera na vizinhança e verificou as imagens. Notou que havia um casal na rua e o rapaz ingressou na casa da vítima.

CHAPINHA DE PRESENTE

Posteriormente, identificaram que a mulher era a testemunha S. Ela disse que o autor da agressão teria sido seu namorado Bruno, que após os fatos subtraiu bens da residência. Declarou que na data dos fatos ela e o réu consumiram bebidas e drogas. Foram em um posto e quando retornavam começaram a discutir. Um rapaz ouviu a discussão e convidou o réu para entrar em sua casa. Ela disse que se o réu entrasse iria deixá-lo e foi embora. Saiu novamente e quando voltou para casa viu que havia socorristas do SAMU na casa da vítima. Posteriormente, soube por terceiras pessoas que o réu pagou cerveja para estranhos em um posto e foi na sua casa lhe entregar uma “chapinha”.

DEPOIMENTO DO RÉU

O réu Bruno Henrique, declarou que na data dos fatos usou drogas e consumiu bebidas alcoólicas na frente da casa da testemunha S. Eles foram passear e quando voltavam começaram a discutir na rua. A vítima o convidou para ingressar em sua residência e ele aceitou. No interior do imóvel a vítima tentou assediá-lo, razão pela qual ele lhe desferiu um golpe chamado “mata-leão”. Posteriormente, soltou o réu, que caiu com a cabeça no chão. Ele ainda atingiu o réu com um soco na cabeça e com uma panela nos braços. Ele foi embora, mas retornou e subtraiu alguns objetos do réu. Se arrependeu posteriormente e jogou os objetos subtraídos em um bueiro.

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Imóvel onde ocorreu a tentativa de latrocínio

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