MATÉRIA ATUALIZADA AS 10H55 - VEJA NOTA DA REDAÇÃO ABAIXO
O representante da ONG Spaddes - Sociedade Protetora dos Animais, de Marília, Gabriel Fernando, de 21 anos, entrou e contato com o JP na manhã desta quinta-feira (25), para relatar o que considera "denúncia caluniosa" o relato de uma moradora feito em Boletim de Ocorrência na tarde desta quarta-feira (24), na Central de Polícia Judiciária (CPJ).
A mulher, residente na Rua José de Anchieta, área central de Marília, afirmou que houve invasão na casa dela pelo representante da ONG se passando por agente público para "investigar" denúncias de maus-tratos contra uma cachorra da raça Pitbull, com cerca de seis anos de idade.
A moradora relatou que o animal está debilitado porque passa por tratamento contra anemia e apresentou comprovantes de atendimento e receituários veterinários.
O B.O foi registrado por volta das 20h tendo o representante da ONG como averiguado com base na Lei Federal 13.869/19, que define os crimes de abuso de autoridade, cometidos por agente público, servidor ou não, que, no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído.
ENTRADA CONSENTIDA E VERIFICAÇÃO DE NEGLIGÊNCIA
Gabriel disse ao JP que não houve invasão à residência. "Em nenhum momento ocorreu isso. Chegamos no local com equipe veterinária por volta das 16h30, nos identificamos e a moradora consentiu a nossa entrada. Havia mais dois rapazes na casa. Inclusive, preenchemos a ficha cadastral", afirmou o rapaz, que atua há cerca de três anos na referida ONG.
Ele disse que foi com a equipe até o local após receber denúncia de maus-tratos via whatssap. Ele afirmou que a Polícia Militar foi acionada e a equipe aguardou a chegada da viatura na calçada. "Isso porque já tínhamos verificado a negligência da moradora e as condições da cachorra, que estava bastante debilitada e precisava ser removida do local".
O representante da ONG afirmou que havia ração e água para o animal. "Mas não estava ocorrendo os devidos cuidados de saúde. A dona do animal disse que a cachorra havia passado por atendimento há cerca de seis meses em uma universidade, mas não nos apresentou nenhum comprovante disso. Mesmo assim, o estado atual da cachorra indicava a negligência nos cuidados da saúde dela", explicou Gabriel.
O animal foi conduzido à uma clínica veterinária, onde recebeu avaliação, cuidados e exames de sangue. Já as partes foram conduzidas à CPJ pela Polícia Militar.
Gabriel disse que foi ouvido primeiro pelo delegado plantonista e em seguida a moradora. "Pedi uma cópia do B.O, mas me informaram que não seria possível naquele momento. Hoje, me surpreendi com as versões distorcidas da dona da cachorra, feitos de forma infundada e caluniosa".
O representante da ONG afirmou que durante os três anos que atua como protetor nunca passou por uma situação dessas. "Lamentável isso!
O representante da ONG disse que a cachorra será levada de volta na tarde desta quinta-feira (25) à residência de onde foi retirada.
NOTA DA REDAÇÃO:
Após a publicação desta matéria, Gabriel Fernando entrou em contato com a redação, às 10h55 e informou que decidiu não devolver o animal porque o mesmo está bastante debilitado e os exames clínicos apresentam alterações
Comentários