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  • J. POVO- MARÍLIA

Saúde confirma atuação da Vigilância Sanitária após denúncias de surto de coronavírus em igreja


O secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto Júnior, confirmou ao JP atuação da Vigilância Sanitária na 1ª Igreja Batista de Marília, localizada na Avenida Nelson Spielmann, na área central de Marília. Um surto de Covid-19 teria atingido a denominação, que tem espaço para cerca de 1.500 pessoas e chegou a fazer convênio com um laboratório local para bateria de exames aos frequentadores da igreja.

"Realmente, pelo que foi apurado houve essa ação com o laboratório. A Vigilância Sanitária esteve no local e os responsáveis já suspenderam as atividades presenciais até a primeira semana do ano novo", explicou Cassinho.

Ele não especificou quantos casos positivos de coronavírus teriam sido efetivamente comprovados entre frequentadores da igreja. "Tenho que fazer esse levantamento".

A igreja vinha realizando três cultos presenciais aos domingos. No domingo passado (27), houve cultos, mesmo com o decreto do prefeito Daniel Alonso, que decidiu seguir a Fase Vermelha determinada pelo Governo do Estado. A direção da Igreja entende que a regulamentação sobre a atividade cabe à Lei Federal, que entende a mesma como essencial.

REGRAS

No final de julho passado, a Prefeitura, após muita polêmica com atividades de igrejas, publicou decreto com as seguintes regras para este segmento:

- 40% da lotação determinada de acordo com laudo do Corpo de Bombeiros (AVCB)

- Distância mínima de 1,5 metro entre os presentes

- Proibida a presença de pessoas em pé nos recintos

- Vedada a presença de idosos acima de 60 anos e pessoas dos grupos de risco

- Uso obrigatório de máscaras

- Disponibilização de álcool em gel ou solução de água sanitária ou outro desinfetante autorizado pelo Ministério da Saúde para os presentes

- Desinfecção dos espaços após cada celebração, bem como dos equipamentos tocados frequentemente

- Disponibilização de locais para lavagem de mãos com água e sabão

- As contribuições devem ser depositadas pelos fieis ao final das celebrações em um recipiente para este fim

- Não devem ser distribuídos folhetos litúrgicos nem realizados batismos ou atos coletivos nos espaços

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