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  • J. POVO- MARÍLIA

Secretário Marcos Boldrin aborda o tema "inovar e garantir qualidade de vida"


Por Marcos Boldrin

Inovações são como ondas do mar: verdadeiros rolos compressores que, incansáveis e eternamente, comprimem as areias das praias lhes dando novas formas, as moldando e remodelando. Alterando. Modificando.

Pessoas se comportam de maneira semelhante: seu fluxo para as cidades é constante e as interações humanas modificam, alteram, moldam e remodelam nossos centros urbanos revelando-os também como centros de inovação.

Para alcançar seu máximo desempenho, os gestores municipais precisam conhecer muito bem as particularidades locais, seus negócios, seu povo e sua geografia: só assim é possível criar uma gestão contemporânea, atual, além de ambientes que estimulem seus cidadãos a experimentarem seus efeitos por meio de suas tecnologias.

Imagine-se na final de um campeonato mundial altamente disputado, com 198 competidores no mais elevado nível, alcançando e se mantendo entre os 10 maiores e melhores.

Pois saiba que assim é o Brasil, ocupante do 7º lugar no “Índice de Maturidade GovTech” do Banco Mundial, uma conquista imensa na transformação do serviço público. Fez e faz muito: estar entre os “top 10” e à frente de nações como Austrália, Noruega e Canadá, em aprimoramento da prestação de serviços, engajamento do cidadão, suporte aos principais sistemas de governo e incentivo às habilidades digitais dos profissionais no setor público, orientadas à capacitação e à inovação - bem... há muito a se comemorar!

Um detalhe, leitor: o nível acima é nacional.

Vivemos em cidades, portanto no nível municipal, cabendo-nos refletir: a nossa cidade busca aprimorar os serviços prestados? Engajar o cidadão? Garantir suporte aos principais sistemas do governo local? Incentivar os servidores públicos às habilidades digitais, à capacitação e à inovação?

Destaco: cidades são centros de inovação. São o lugar onde as pessoas e os recursos se encontram para interagir, gerar, criar e, consequentemente, inovar. E inovar é, em essência, incluir o novo, oposto de uma gestão pública estática, que não se harmonize com sua época e, por consequência, submetida a regras, formas e técnicas ultrapassadas, uma gestão estrangeira em sua própria terra, presa a um mundo defasado e escrita numa língua que já não se fala, destinada às tumbas que engavetam o passado, enterrando consigo nosso protagonismo, nossa identidade e nossa essência.

A gestão pública contemporânea, mais que competir, insere e conecta sua gente a um ecossistema global que impõe amplos mecanismos de participação, migrando de uma democracia representativa - que já não mais atende os anseios do cidadão de forma ágil e transparente - para uma democracia direta que chega e mostra suas garras.

Momento é o de implantarmos um modelo de gestão local que apresente a nossa cidade como exemplo a ser considerado e seguido, num campeonato mundial com mais de 2.500.000 outras tantas que visam o mesmo objetivo: garantir qualidade de vida a quem nela decida viver. Democraticamente.


Marcos Boldrin é Secretário da Administração, Urbanista e Coronel da Reserva

https://www.facebook.com/coronelmarcosboldrin

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