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  • J. POVO- MARÍLIA

Servente que matou amigo após pedir cigarro e levar um tapa pega 9 anos de cadeia


Entre o embate de dois Gustavos (Gustavo Henrique de Andrade Cordeiro, promotor de justiça) e Gustavo Adolfo Coraíni (advogado de defesa), os jurados acataram a tese do segundo (homicídio privilegiado) e alavancaram uma pena mais branda para o servente de pedreiro Rodrigo Augusto Lourenço Torres, em julgamento no Tribunal do Júri do Fórum de Marília, nesta quinta-feira (21).

O julgamento começou as 9h e terminou por volta das 16h30. Rodrigo esteve no banco dos réus pelo homicídio de Alisson Augusto Tavares dos Santos, de 20 anos, em julho de 2019.

O advogado de defesa sustentou a tese de homicídio privilegiado (cometido sob forte emoção), enquanto o promotor bateu na tecla do homicídio qualificado (motivo torpe e dificuldade de defesa da vítima). O agravante (dificuldade de defesa da vítima) também foi acatado pelos jurados.

O crime, cuja pena poderia chegar até 30 anos de reclusão, resultou na condenação do servente a 9 anos de cadeia. A juíza Josiane Patrícia Cabrini Martins Machado negou o direito dele recorrer em liberdade.

O CASO

O crime aconteceu na madrugada do dia 27 de julho de 2019 no Bairro Jânio Quadros, na Zona Norte de Marília. Conforme a denúncia do Ministério Público, o servente pediu um cigarro para Alisson, o qual, segundo o réu, além de recusar, ainda lhe desferiu um tapa no rosto.

Rodrigo sacou um canivete e Alisson correu, mas foi perseguido até tentar entrar em uma casa no bairro. Nesse momento foi atacado pelo servente, que lhe desferiu vários golpes. Alisson morreu no local.

Rodrigo se escondeu em um matagal, de onde saiu no final da manhã e caminhava para sua casa, quando foi abordado e preso pela Polícia Civil.




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