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  • Por Adilson de Lucca

Sob ameaça de despejo judicial, camelôs buscam apoio de vereadores e querem ação da Prefeitura


Representantes de 50 camelôs instalados às margens da via-férrea da concessionária Rumo Malha Paulista, na área central de Marília (ao lado do Camelódromo) estiveram na Câmara Municipal, durante a sessão da noite desta segunda-feira (22), solicitando apoio dos parlamentares sobre os iminentes riscos de serem obrigados a desocupar o espaço, em breve.

Essa preocupante situação se tornou realidade para os camelôs após a realização de audiência de conciliação na Justiça Federal, entre a Rumo e representantes dos camelôs, na tarde da terça-feira passada (17), que terminou sem acordo.

Há duas alternativas para os camelôs: aceitar a saída estabelecida para o mês de fevereiro do próximo ano ou aguardar uma eventual decisão judicial que pode determinar a saída imediata do local.

Decisão final nesse sentido deverá ser tomada em nova audiência agendada para o próximo dia 1° de junho na Justiça Federal.

A audiência foi conduzida pelo juiz federal Fernando David Fonseca Gonçalves. A Rumo (que aponta a necessidade de desocupação da área em função do projeto da volta de circulação de trens no ramal Bauru/Panorama), participou da audiência por uma plataforma virtual com advogadas e sua representante. O Ministério Público Federal (MPF) esteve representado pelo procurador da República, Luiz Antônio Palácio Filho.

Como terceira interessada, a Prefeitura de Marília esteve presente com o secretário de planejamento José Antônio de Almeida e a procuradora Natália Gonçalves Bacchi.

Os representantes da Prefeitura afirmaram, na audiência judicial, que o Executivo também aguarda decisão do Judiciário Federal para dar sequência ao projeto de implantação de um Parque Linear (jardinagem com ciclovia) paralelo à linha férrea, incluindo o trecho onde estão instalados os boxes dos camelôs alvos do pedido de desocupação pela Rumo.

Disseram ainda que já obtivera autorização da Rumo para execução do projeto, sem data para início.

COMISSÃO DE VEREADORES

Os representantes dos camelôs, liderados por Ademar Aparecido de Jesus, o "Dema", se reuniram ontem com uma comissão formada pelos vereadores Marcos Rezende, Júnior Moraes e Marcos Custódio.

O assunto deverá ser levado pelos parlamentares à Prefeitura, já que os camelôs solicitaram apoio nesse sentido.

Dema ressaltou que, apesar dos iminentes riscos de desocupação obrigatória da área, a Prefeitura não criou nenhuma alternativa para realocação dos camelôs que poderão ser afetados pela situação. "Viraram as costas para nós e estão nos perseguindo", resumiu.

"Deixamos bem claro para os vereadores da base do prefeito, que nossa cobrança é com eles (vereadores), que têm realmente interesse na reeleição", afirmou Dema.

O representante disse que os camelôs estão cientes que terão que deixar a área ocupada. "Não é nossa, reconhecemos isso. Mas tem espaço suficiente, além da metragem de segurança dos trilhos, para acomodar os trabalhadores que dependem disso para sustentar suas famílias", afirmou.









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