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  • J. POVO- MARÍLIA

TJ nega, de novo, pedido de liberdade para o coronel que matou funcionário no motel


Pela terceira vez a defesa do coronel PM aposentado, Dhaubian Braga Barbosa, de 57 anos, tentou a liberadade dele, mas o pedido foi novamente negado nesta quinta-feira (3) pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ/SP). Dhaubian é réu confesso em crime de homicídio, em Marília (veja abaixo).

Entre as alegações no pedido de habeas corpus, desta vez, a defesa justifica que o réu confesso tem quatro filhos que necessitam de sua assistência e cuidados, que a fase de instrução do processo requer apenas perícias e simulação dos fatos, não necessitando de seu depoimento e aponta ainda os maus antecedentes da vítima, com condenações pelos crimes de tráfico de drogas e roubo.

O desembargador da 5ª Câmara de Direito Criminal do TJ, Tristão Ribeiro, rejeitou as argumentações e indeferiu o pedido de liminar. “A matéria arguida na interpretação diz respeito ao próprio mérito, escapando, portando, aos restritos limites da medida liminar, que há de ser deferida apenas nos casos em que exsurge flagrante o constrangimento ilegal apontado, o que não é o caso dos autos”, mencionou no despacho.

TIRO PELAS COSTAS E CRIME PASSIONAL

Daubhian matou o ex-detento e funcionário do Motel Fênix, Daniel Ricardo da Silva, de 37 anos, n a manhã do dia 4 de novembro (um domingo) porque ele tinha um caso com sua esposa, que é cabo da Polícia Militar. O coronel é dono do motel.

Silva foi executado com três tiros de revólver 38, sendo que dois projéteis atingiram as costas e as nádegas da vítima e outro pegou de raspão.

O coronel declarou em depoimento à Polícia Civil, ao se apresentar quatro dias após o crime, que teve uma discussão com Daniel no final da madrugada e que o mesmo ameaçou sacar uma arma. Então ele atirou por legítima defesa.

ARSENAL

Um arsenal foi encontrado pela Polícia Civil durante buscas na casa do acusado (espingardas, fuzil calibre 762 de uso das Forças Armadas, silenciadores e 450 quilos de munições de diversos calibres). Na fazenda do coronel, em Alvinlândia, foram encontradas armas de caça e coleção, incluindo exemplares do exército dos Estados Unidos.

Na casa do pai dele, em Assis, foram apreendidas munições. O revólver calibre 38 usado no crime não foi localizado.




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